Um Jazz antigo tocava de
fundo, me tranquilizando a mente um tanto embriaga. –O suficiente para me fazer
relaxar com aquela situação ridícula-, estava feliz por Jhenna e Olivia terem
assunto para durar a noite inteira, mas por outro lado a presença daquele
bêbado imbecil me atormentava. O cara estava em um estado quase
vegetativo, um bêbado degradante que não merecia a esposa que tinha. Ele tinha
a cabeça jogada para trás e parecia dormir ainda na cadeira, talvez aquele
traste tivesse até desmaiado pela segunda vez aquela noite.
-
Esta tudo bem com ele, Olivia? –Ouvi Jhenna perguntar me fazendo tirar a
atenção do copo de uísque meio cheio que eu fitava fixadamente.
-
Esta. Daqui a pouco ele acorda, e podemos ir embora. –Ela respondeu forçando um
sorriso lançando uma olhadela para mim, estava puto de mais pra responder a ela
ou até mesmo lhe revida um sorriso.
-
Ele é sempre assim? –Continuou Jhenna.
-
Não saímos muito.
-
Não aqui em Nova York, em Miami.
-
Há, bom –Eu ainda a olhava, ela comprimiu os lábios e em seguido forçou um
sorriso- Lá tinha dois irmãos dele, e as vezes eles saiam ou se reunião lá em
casa pra ficar de porre, pelo menos umas quatro a cinco vezes no mês. Agora
espero que essa seja a primeira e ultima vez que isso acontece. –Me esforcei
muito para não fazer um comentário negativo com aquele pensamento tolo de que
ela tinha de que esse babaca não ficaria de porre em plana nova York.
-
Há, isso é normal. Bem, homens tende a terem esses súbitos repentinos de saírem
pra beber pra fugir um bocadinho da vida. –Jhenna agarrou-a pela mão percebendo
seu olhar, ainda estava puto de mais para invejar esse ato de Jhenna.
-
Justin faz muito isso? –Ela deu um risinho, ainda estava puto de mais para rir
de volta. Eu mal sabia porque ainda estava puto, só não queria ver a cara dela
durante essa noite inteira, só queria ir pra casa e dormir, dormir a noite
inteira e o dia de domingo inteiro amanhã. Queria esquecer oque vem acontecendo
comigo, queria me desligar um pouco, queria me sentir menos preso a esse
sentimento que Olivia me amordaçava sem ao menos saber.
-
Não me lembro de muitas vezes que ele tenha saído e voltado bêbado –Jhenna
respondeu. Olivia parecia ter sentido-se meio sem jeito com meu olhar talvez
irritado, e de repúdio sobre ela, no entanto acima de tudo levemente
embriagado.
-
Então você tem sido em ótimo marido não? –Olivia olhou-me risonha...
-
Na medida do possível. –Respondo sem lhe esboçar reação.
-
Amor? Ta tudo bem? Você esta tão calado. –Jhenna virou-se para mim.
-
Só estou um pouco cansado.
-
Bom, eu vou tentar acordar o Travis, mas se quiserem podem ir. –Olivia sorriu,
eu me levantei sem esperar as palavras de Jhenna.
-
Nos vemos outra hora. –Falei, Jhenna olhou-me ainda sentada.
-
Você não vai deixa-la aqui sozinha com o marido praticamente desmaiado vai?
–Jhenna grunhiu, e eu sabia que aquele tom era de que eu estava fazendo algo
errado.
-
Oque quer que eu faça? Ponha esse idiota no colo e o leve pra casa? Sou amigo
dela não dele –Contestei.
-
Não precisa, podem ir. Ele já vai acordar –Olivia sussurrou. Eu olhei para
Jhenna estendendo minha mão para ela
-
Vamos?
-
Tem certeza que esta tudo bem, Olivia?
-
Claro, claro podem ir –Ela assentiu, Jhenna suspirou dando-se por vencida e se
levantou agarrando minha mão. Não me despedi de Olivia, ainda estava puto de
mais pra fazê-lo, ela o escolheu que agora ela aproveite da escolha ridícula
que fez.
P.O.V
Olivia
A
mudança de humor repentina de Justin deixou-me bastante assustada e atordoada.
Ele mal olhava-me nos olhos, tinha sempre aquele semblante mal humorado e de
certa forma entediado. A cada segundo isso tem me confundido mais. Após alguns
minutos tentando acordar Travis ele enfim acordou, sem forças para levantar eu
tive que em um ato bastante vergonhoso ajuda-lo, pus seu braço em volta de meu
pescoço e agarrei-o pela cintura, ele afundou seu rosto fedido a uísque em meu
pescoço enquanto saíamos do bar. Eu realmente não tenho mais idade pra essas
coisas, eu não tenho mais idade pra aguentar porre desse idiota, não lhe
custava nada ficar calado e agir como um bom marido uma única vez.
-
Onde esta todo mundo? –Seu hálito forte invadiu meu olfato fazendo-me afastar o
rosto irritada.
-
Não fale comigo, pelo amor de Deus, não fale comigo. –Grunhi contendo a vontade
de larga-lo no meio fio até que um guardinha o levasse em cana por ele não
levantar por estar bêbado de mais pra isso. Destravei o carro com um tanto de
dificuldade e ele enfim entrou. Dei a volta no mesmo praguejando-o intensamente
por ele ser tão imbecil e estragar oque poderia ser uma noite descontraída pelo
menos uma vez. Dei a partida no mesmo e pude ouvi-lo resmungar algo enquanto
soluçava
-
Cala a boca, Travis.
*
* *
-
Onde esta o papai? –Emma perguntou após um gole em seu achocolatado, após um
gole em meu remédio para enxaqueca, eu a olhei em um meio sorriso.
-
Esta dormindo querida.
-
Por que ele não veio tomar café conosco?
- Ele
esta um pouco cansado de ontem.
-
O tio Justin vai vir aqui hoje? –Um largo sorriso moldava-lhe os lábios
molhados.
-
Não, ele também deve estar cansado.
-
Podemos ir na casa dele?
-
Por que?
-
Quero ir, quero ficar rica mamãe.
-
Como você é ambiciosa, só quer o tio Justin pra lhe fazer aparecer moedas né?
–Ri mesmo sabendo que doeria-me mais a cabeça.
-
Ele também faz flores, uma vez ele tirou uma flor da minha orelha também mamãe.
–Ela parecia animada falando gesticulava enquanto fazia gestos de como Justin
lhe tirava as pequenas flores das orelhas, até deixou de lado os biscoitos.
-
Outro dia ele vem aqui.
-
Chama ele hoje mamãe.
-
Você pode muito bem esperar pra ficar rica outro dia –ri, ela deu uma risadinha
mas no entanto emburrou-se logo.
-
Mas o tio Justin é tão legal, mamãe.
-
Outro dia, amanhã quem sabe.
-
Amanhã? –Ela perguntou em quase num pulo, eu revirei os olhos.
-
É, Emma. Amanhã eu falo com o tio, Justin. Ele trás o Luke pra brincar com você
esta bem?
-
Ta bom –Ela assentiu. Quando Anna estava prestes a guardar as coisas do café,
Travis finalmente deu as caras a mesa. Seu semblante destruído, seu rosto
amassado, e obviamente seu humor não estava um dos melhores. Serviu-se com
café, e continuou calado enquanto tomava seu café com um olhar cansado, olhei
para Emma oferecendo-lhe um sorriso. Talvez seria bom leva-la ao central-Park
hoje, o sol estava agradável e tempo úmido.
-
Amor quer ir ao central-park com a mamãe? Podemos tomar sorvete.
-
Sério mamãe? –Um largo sorriso brincava-lhe nos lábios, os olhinhos
entusiasmados.
-
Huhun, vá lá escovar os dentes, quer que a mamãe suba pra ajudar com a roupa?
-
Não, mamãe eu vou sozinha. –Ela em pulo se levantou, correndo para fora da
cozinha. Suspirei torcendo para que minha dor de cabeça passasse
-
Achei que nosso casamento melhoria depois das conversas de ontem –Ouvi-o
resmungar.
-
Melhoraria por que? Você foi grosseiro, foi um estúpido idiota a noite inteira,
como acha que fiquei tendo de te carregar até o carro? Caramba, aquilo foi a
gota d’água. Tudo que você tinha de ter feito era apenas fingir que estava
gostando daquilo como maridos normais fazem, mas não, você tinha que agir como
um imbecil e estragar a noite.
-
Eu disse que não queria ir a lugar algum.
-
Você nunca pode fazer nada por mim não é? –Me levantei em um suspiro, ele bufou
e antes que começássemos uma discussão sai da cozinha subindo até o quarto.
Central-Park
10:20 A.M
-
Mamãe por que não podemos ter um cachorro? –Emma perguntava enquanto
lambuzava-se com seu sorvete de baunilha, ela olhava embasbacada para ao redor,
inúmeras pessoas a passear e a brincar com seus cachorros.
-
Porque o papai é alérgico. –Respondi passando o guardanapo em sua bochecha. Ela
amuada passou a língua pelos lábios
-
Se eu tivesse um cachorro, queria que ela fosse menina para chama-la Marie –Ela
sorriu
-
Por que Marie?
-
Marie Curie mamãe, você sabia que ela morreu pela própria descoberta?
-
Onde aprende essas coisas? –Murmurei boquiaberta. Ela rira logo após tornando a
tomar seu sorvete
- Um
dia desses eu achei na biblioteca.
-
Você vai muito a biblioteca da sua escolinha?
-
Eles disseram que vou ganhar até um cartãozinho mamãe. –Ela alargou o sorriso.
-
Isso é ótimo, a mamãe também gostava muito de ler quando era da sua idade.
-
Oque você lia mamãe?
-
De tudo um bocadinho, por isso a mamãe a agora prefere trabalhar com livros.
-
Quero ser como a senhora quando eu crescer. Só que eu quero ter um cachorro
–Ela riu, não consegui não acompanha-la em um risinho.
-
Um dia teremos um cachorro, só que com a alergia do seu pai ele não poderá
ficar muito dentro de casa, oque acha?
-
Olha lá mamãe –Ela apontou para a direita, eu segui seu dedo indicador olhando
para a direção que a mesma apontava. Justin vinha a caminhar com Jake, enquanto
Jake se divertia com um cachorro, tão pequeno quanto o próprio Jake. Um filhote
de pastor alemão,pulava em cima de Jake no percurso que eles faziam
provavelmente a procurar um lugar para sentar.
-
Podemos ir lá, podemos? –Ela bateu palminhas me entregando sua casquinha pela
metade, eu engoli em seco, não sabia se ele nos receberia bem, na noite passada
ele estava tão distante e mal humorado. Mal olhava-me nos olhos.- Eles tem um
cachorro mamãe, um cachorro, olhe lá
-
Estou vendo filha.
- Vamos lá mamãe, por
favor.
-
Emma... –Ela interrompeu-me
-
Por favor –Choramingou, eu suspirei, me levantei limpando sua face lambuzada e
agarrei-a pela mão livre que não segurava sua casquinha.
- Rapidinho
ta bom? –Resmunguei entre dentes a olhando.
-
Ta bom mamãe. –Ela sorriu, caminhamos lentamente até Justin, Jake e seu
cachorro. Que sentavam-se em um banco, que por graças a Deus havia uma lixeira
no caminho onde eu pode jogar o sorvete o guardanapo de Emma. Jake logo avistara
Emma e ambos acenaram, Emma apertou os paços e eu tive que apertar também, logo
chegando ao encontro deles. Justin lançou-me uma olhadela, forçando a vista por
conta do sol.
-
Tio Justin –Emma correu até ele, que sorriu acolhendo-a em um abraço.
-
Liz. –Ele era o único que a chamava daquela forma, e ela amava pois sempre
dizia que preferia que a chamassem de Elizabeth.- Tem conseguido fazer as
mágicas?
- Tentei
tio Justin. Mas nada acontece. Desse jeito nunca vou ficar rica, ou terei uma
floricultura.
- Oi
tia, Olivia. –Jake acenou timidamente, me abaixei até o mesmo que brincava de
pé com seu cachorro.
-
Olá, como se chama seu cachorrinho?
-
Floyd. –Ele riu ao dizer, o acompanhei
-
Floyd? –Sorri, ele assentiu, acariciei o cachorro que tinha a língua posta pra
fora e tinha a respiração descontrolada. Emma também deixou Justin de lado para
acariciar o cachorro. Deixei-a brincar ali com Luke e Floyd e suspirei
sentando-me ao lado de Justin, senti-me um tanto desconfortável, Justin não
disse nada. Apenas observava as crianças brincarem com o cachorro a nossa
frente. As vezes em súbitos de tamanha loucura eu queria que ele dissesse que
ainda lá no fundo sentia algo por mim, desejava intensamente que ele me
agarrasse brandamente e me sussurrasse eu te amo ao pé de meu ouvido com
doçura. Mas sei que são apenas desejos que não se tornariam reais, não podiam
se tornar reais.
-
Liz parece ter gostado de Floyd. –Comentou ele em um tom baixo, parecia quase
receoso.
-
A poucos minutos ela questionava por um, agora acho que ela encontrou mais um
motivo para se apegar a você –Respondi em um meio sorriso. Ele de imediato não
me respondera, parecia distante, apenas olhava para Luke e Emma com uma
expressão irreconhecível, eu escondi um suspiro e cruzei minhas pernas pondo minhas
mãos sobre elas me calando, já que ele não queria falar eu não insistiria, não
queria incomoda-lo.
-
Vem Floyd, vem Luke. Eu aposto uma moeda que tio Justin tirara de minha
orelha mais tarde que não me alcançam até lá do outro lado. –Emma dizia
enquanto se erguia e corria saindo da calçada para dentre o gramado
-
Emma por favor não vá muito longe –Gritei para ela quando vi Luke e Floyd
correrem junto a ela, Luke com suas curtas perninhas tinha um largo sorriso
enquanto corria a tentar alcançar Floyd e Emma, suspirei em um meio sorriso.
Iria fazer dois meses que eu estava naquela cidade e nunca havia tirado um
tempinho com Travis para trazer Emma aqui, tudo parecia tão bonito, era quase
outono, já se notava as folhas secas caírem, e tudo que eu queria era poder
aproveitar aquilo com meu marido que sinceramente não sinto que seja tão meu
assim, no fundo sei que ele pode realmente estar com outra, na verdade eu não
deveria ir tão a fundo para descobrir isso, pois eu fui tão cruel quanto ele,
talvez quando ele estiver se saciado dessa outra ou dessas outras ele volte a
ser como antes, ele volte a ser um bom marido.
-
Uma margarida por seus pensamentos. –A voz de Justin acordava-me de meus pensamentos
deprimentes, seus lábios erguidos em um sorriso quase não visível.
-
A Margarida primeira senhor. –Sorri, ele sorriu de volta, dessa vez o sorriso
completava-lhe os lábios, ele continuava da mesma forma de antes, mudava de
humor facilmente, aquilo sempre me deixava atordoada. Ele virou-se completamente
para mim, inclinou-se um pouco para perto e levantou seu braço esquerdo
tocando-me os cabelos, e de repente ele segurava uma margarida branca a minha
frente, agora entendo porque Emma fica tão fascinada com o modo como as flores
e as moedas aparecem. Peguei-a de sua mão, ela era tão pequena.
-
E então... –Ele fez-me tirar os olhos da margarida, suspirei tornando a
repousar minhas mãos em cima de minhas pernas.
-
Só estava pensando na vida. –Respondi
-
Somos adultos, mas você ainda pode se abrir comigo Olivia.
- Não
aja como se nossa amizade ainda fosse à mesma –Abaixei os olhos olhando para a
flor em minhas mãos, um suspiro intenso ecoou de meus lábios- Sabemos que ela
deixou de ser a mesma há muitos anos.
-
Mas agora não á nada que possa impedir nossa amizade.
-
Não? –Perguntei em um sopro, a pergunta era porque da minha surpresa, mas me senti mal com a afirmação de que ele já não sentia nada
Decidi continuar, mas ficou horrível, em fim comentem.




amei continuaa
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ResponderExcluirCONTINUAAAAA
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