- E quando descobriu isso? Quando transava com a Kendall? Ou quando dava suas festinhas privadas? –Ironizou ela calçando seu converse.
- Droga você nunca facilita. –Ele resmungou.
- Me desculpe mas facilitar? Você me fez de gato e sapato durante um mês, brincou comigo, me fez pensar que tinha mudado nem que um bocadinho que fosse, mas tudo que você queria mesmo era demonstrar que podia ser meu dono, não sou um objeto, você não pode me possuir assim como eu que deus me livre posso possuir você, além do mais você nunca que gostou da minha presença em sua casa –Ela caminhou até o banheiro e olhou-se no espelho de um modo atrapalhado tirou os algodões do nariz que pararam de sangrar e tentava amarrar os cabelos rebeldes, sua cabeça continuava a latejar, a fazendo ter vontade de tomar uma dose de uísque ao invés de café.
- Sei que minha atitude durante aquele tempo nunca fora uma das melhores contigo, mas eu realmente gostava da tua companhia, gostavas do teu tom avermelhado, das tuas chatices, gostava muito de dormir contigo, de te abraçar como se abraça anjo sabe? Sei la Faith, era de alguma forma gostoso sentir o cheiro do teu shampoo. Eu queria te dizer essas coisas olhando em teus olhos só pra te ver ficar tão avermelhada como ficava quando falava com aquele merda lá, o Phelipe, mas não consigo deixar pra te falar estas coisas agora, porque quando eu chegar não quero que você continue me achando um cara ruim.
- Mas você não é de todo ruim, eu sei que não, só não acredito que possas estas a falar sério –Ela disse em um sopro, pegou sua bolsa na sala revirando para ver se lhe sobrava dinheiro pro táxi e cigarros, e sua face se aliviou.
- PHELIPE TO INDO, PASSO AQUI OUTRA HORA. ME LIGA POR FAVOR –Ela afastou celular da face para gritar e esperou alguns segundos, no entanto ele não respondeu, ela suspirou saindo do apartamento, continuando a prosa com Bieber, matando a saudade daquela voz que lhe encantava tanto.
- Não vou nem perguntar oque estava fazendo na casa desse cara.
- Não é da sua conta mesmo.
- Quando foi que ficou tão na defensiva.
- É só que estamos muito tempo sem nos falar –Ela regressou a tossir intensamente.
- Isso não vai ser mais problema.
- Não?
- Não, eu viajo amanhã.
- Pra onde?
- Alem de surda você também é lerdinha, minha flor?
- Não quero você aqui.
- A cidade não é sua.
- Tomara que seu avião caia.
- Eu também gosto muito de você.
15:45 da tarde - Clínica Santa Maria - São Paulo.
- Onde esta Phelipe? –Perguntou Faith a Candy ao dar entrada na clínica, ela molhou os lábios jogando seus cabelos escorridos para trás.
- Não sei, ele ainda deve estar chateado por ontem.
- Droga, ele mal olhou pra mim essa amanhã.
- Você procurou isso.
- Bem, assim eu posso lhe contar algo sem constrangimento e sem ter que esperar até a noite. –Sentaram-se então em uma cadeira marrom na sala de espera, ainda faltavam cinco minutos para a consulta de Faith, e ela tentava afastar aquela sensação de já ter vivido aquilo com sua mãe.
- Oque? -Candy mostrou interesse
- O Justin me ligou –Sussurrou
- Quando? Por que? Oque ele disse?
- Ontem eu mandei mensagem pra ele, talvez ele responder essa mensagem deve ter encorajado-o também a me ligar, e dizer que estará aqui amanhã. -Ela suspirou em dor- Eu não quero que ele apareça.
- Mas... Mas, como assim? explica direito, estou confusa.
- Ele vem amanhã, e disse várias coisas que ele só diria a mim se estivesse drogado, mas ele não estava, eu conhecia aquele tom de quem havia acordado fazia pouco tempo, ele disse que viria, porque eu disse que estava meio que doente, mas não era nada de mais, e eu juro por meu Jesus cristo que ele parecia realmente preocupado.
- E se ele realmente vier? Oque você vai fazer?
- Nada –Suspirou- Eu não quero problemas, e agora eu tenho o Phelipe.
- Mas ele vai vir atoa? Ele com certeza irá insistir amiga.
- Eu não o quero, Candy. Eu realmente quero apenas sossego
- Faith Collins – Uma mulher de vestido estreito ao joelho marcando-lhe as coxas torneadas ela batia os saltos a chamar por seu nome como quase em uma canção firme. Faith e Candy levantaram-se
- Sim. -Responderam juntas fazendo com que as sombra-celhas da moça se juntarem, Faith deu um paço a frente
- Sou eu.
- Sou eu.
- A doutora Agnes esta a sua espera –Ela sorriu mostrando-lhes os dentes extraordinariamente esbranquiçados e bonitos a elas em um vasto sorriso, Faith caminhou nervosamente junto a Candy, enquanto agarrava com firmeza a alça de sua bolsa, respirou firme quando viu a mulher invejosamente charmosa a sua frente abrir a porta. Ela sorriu outra vez, e fez sinal para que elas entrarem. E então Faith se consultou, sentando-se a frente da médica enquanto ela lhe fazia perguntas, enquanto ela perguntava como se sentia e se ela reclamava de algo de errado. No final das costas após ela fazer um exame corporal rápido em, Faith o semblante da mulher a sua frente havia mudado, os ombros caíram até com um tanto de receio de deixar o cartão de um médico para Faith, que só de ver o olhar da mulher sentiu seu mundo cair por completo.
- Recomendo procurarem o doutor Rodriguez, ele é um dos melhores médicos do estado. –A mulher estendeu a mão lhe entregando um cartão azulado, Candy passou a frente a pegar de sua mão, seu semblante mudara, sentiu vontade de chorar baixinho junto a amiga bem ali, sem se importar em estar em um lugar como aquele.
- Desculpe, minha senhora, tu errou o cartão, aqui diz oncologista. Por Deus, Faith não tem cancêr, ela estava tão bem.
- É o certo, minha querida, sinto muito. Não sou especializada nessa área, no entanto os sintomas são visíveis e extremamente concretos sem deixar qualquer dúvida já que a paciente procurou atendimento após esses meses.
- Quanto tempo? –Faith disse em um sopro saindo do susto.- Quanto tempo eu tenho doutora?
- Não posso dizer minha querida, como disse não tenho essa especialidade, porque você precisa fazer exames para saber com que tipo de câncer ou leucemia esta lidando, sua mãe é bem conhecida em nosso consultório, uma mulher querida entre os médicos, talvez eu acho, que tu possas ter tido o mesmo tipo de leucemia que ela, ou talvez uma diferente, mas minha querida, não se deprima, talvez seja algo mais leve e que tu podes tratar com bastante quimioterapia.
- Obrigado doutora –Ela se levantou, Candy continuou calada, sentindo-se completamente perturbada, Faith não estava lá mais tão surpresa no final das contas ela sentia que aquilo era verdade, e só estava remediando, evitando ir ao médico comprovar aquilo. Já no carro, Faith deu a partida ouvindo o choro bem baixo de Candy, tão baixo, tornando-se em segundos em quase um choro desesperador, os soluços excessivos já eram presentes, as lagrimas explodiam como nunca antes, seus ombros encolhidos, sua expressão desesperada fazia com que Faith nunca quisesse ter nascido, só pra não vê-la chorar daquela forma,
- Vai ficar tudo bem, Candy. Ainda vou viver pra nos formarmos juntas –Ela ofereceu-lhe um sorriso, já havia passado por aquilo, e oque ela não queria era chorar novamente e tornar tudo tão deprimente, a dias já havia aceitado aquilo.
- Como pode estar tão tranquila?
- Já passei por isso uma vez, foi tão deprimente, eu nunca entendia porque mamãe era tão alegre, caramba ela ia me deixar, ela morreria e nunca mais voltaria, nunca entendi porque ela sempre sorria tanto, aquilo me incomodava, me irritava porque ela não parecia estar triste com aquilo, e ela deveria estar, mas percebi que ela estava, ela só havia se conformado e não queria tornar aquilo em algo tão ruim e deixar todos a sua volta triste com aquilo, já que Matt havia morrido a poucos anos, ela só não queria que o resto da vida dela toda família passasse definhando de forma degradante, como se toda nossa vida durante o tempo que ela esteve viva era um enterro, você me entende Candy? Eu quero realmente ser como ela, eu quero viver o quanto puder e não quero as pessoas a minha volta se lamentando, eu juro que não quero que derrame uma lagrima por mim, não importa o quanto isso possa ser triste, eu aceito, eu aceito minha vida, eu aceito minha morte, eu aceito minha vinda a essa terra mesmo que possa parecer bastante inútil, mas eu aceito, e sinceramente não valeria de nada se você não aceitasse, Candy. -Ela virou-se para a amiga- Tudo bem? Vamos ficar bem, Candy.
Voltaram a comentar, eu agradeço imensamente por voltarem a aparecer por aqui, bem aí esta o capítulo espero que gostem. Ficou um pouco chatinho mas vai melhorar, estou mudando algumas coisas, depois que assisti o filme agora e para sempre tive inspiração pra continuar a fic, e espero que gostem.




Continua. Meu deus. Faça com que o Justin vá atras dela, descubra sobre a doença dela e a ajude!!!!!!!!!
ResponderExcluirputa que pariu, viado, sério, continua, to mais viciada que um drogado em cocaína...
ResponderExcluircaralho mano.
Simplesmente perfeito, sua escrita é perfeita, é tudo perfeito que se foda essa porra eu comento mesmo.
continuaaaaaaaaaa please, preciso de maaaaaais
ResponderExcluirCONTINUA PELO AMOR DE DEUS. POSTA LOGO OS DOIS CAP ANTES QUE EU MORRA DE ANSIEDADE
ResponderExcluirCONTINUA
ResponderExcluirContinua!
ResponderExcluirChorei c a candy, cara ta perfeito. Posta os dois capítulos amanhã please. Amo demais sua ficar, bjs Duda
ResponderExcluirFic**
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