— Há, pode me
chamar de Harry, eu quero que nosso relacionamento de chefe e subalterna seja
bem agradável. —Ele disse simplesmente, um sorriso se espalhou lentamente por
seus lábios, então me lembrei de seu nome Harry Styles, eu sorri sem jeito.
— Tudo bem,
então me chame de Olivia.
— Claro. —Ele
levantou-se e caminhou rumando em minha direção, estendeu sua mão para mim, e
eu me levantei tomando. Ele não tinha mãos ásperas, eram leves e finas como de
quem costuma usar cremes hidrantes. Ele era invejavelmente lindo, sua íris
esverdeada eram de longe invejáveis, seus cabelos em leves cachos chamavam
atenção, e eu, só pensava que estar tão abismada com meu chefe era errado. Pois
eu já errava o suficiente tendo pensamentos com Justin, e pensar em meu chefe
de outra forma sem ser profissional, é degradante.
— Bom Olivia,
eu espero que nossa parceria seja bem agradável. —Ele sorriu enquanto caminhava
até sua porta, onde a abriu gentilmente para que eu passasse.
— Se depender
de mim, será senhor... Digo Harry. —Cocei a garganta quando finalmente sai de
sua sala, ele assentiu
— Quando eu
terminar de ver suas críticas mandarei um relatório pra você antes de mandar
publica-las. —Ele murmurou, eu balancei a cabeça afirmando, e pus uma mecha de
meu cabelo que caia sob minha face.
— Ok,
esperarei. —Disse eu
E então eu
finalmente pude vê-lo acenar antes de fechar a porta, arrancando-me um longo
suspiro. Ele era de longe o homem mais gentil para qual trabalhei, e eu estava
começando a pensar que vir para Nova York não havia sido de todo uma má ideia.
Apenas tirando o fato de que meu casamento esta desandando, eu ainda venho
tendo sentimentos pelo meu melhor amigo cujo agora é casado com uma das pessoas
mais agradáveis que já tive o prazer de conhecer. E que nesse momento eu me
senti atraída pela gentileza do meu chefe sendo totalmente contra tudo que eu
deveria seguir. É, pensando bem, minha vida nunca foi tão turbulenta, eu
costumava pensar que na fase adulta, tudo seria menos complicado, e que os
problemas nunca seriam piores os semelhantes aos que eu costumava ter, mas
percebo que estive a minha vida inteira, completamente enganada.
— Senhorita
Maddox... —Ouvi Gina me chamar quando passei por sua sala para ir em direção a
minha.
— Sim. —A
olhei sem muito interesse
— Como foi com
o novo chefe? O senhor Styles, eu ouvi dizer que ele não é de falar muito. —Disse
ela, deixando uma pilha de papéis de lado para inclinar-se um bocadinho na
mesa, eu engoli em seco. O que aquele homem não era, era de falar pouco.
— Ele foi bem
gentil, queria que nosso ambiente de trabalho fosse agradável. —Murmurei, ela
olhou-me quase aparentemente surpresa e instigada.
— Uau, ele
deve ter gostado mesmo do seu trabalho porque todos que foram na sala dele
hoje, não saíram falando muito bem.
— É.
—Gaguejei, empertiguei a coluna pensando que ela estava certa, ele deveria ser
realmente fã do meu trabalho, e nada além disso.- Deve ser isso.
— Há... —Ela
disse estalando a língua no céu da boca demonstrando que lembrava-se de algo,
Gina era a pior secretaria de todas, se ela trabalhasse para outra pessoa, já
estaria na rua, era sempre atrapalhada e amava meter-se em assuntos que não
eram de sua importância, mas as vezes até que fazia bem seu trabalho. — Ia me
esquecendo. —Ela abaixou-se para pegar na parte inferior de sua mesa, eu
suspirei em desinteresse, mas logo meu semblante mudou quando ela me estendeu
um pequeno buquê de margaridas brancas. Um vasto sorriso se arrastou em meus
lábios até ficar totalmente completo e até mesmo abobado.
— Entregaram
faz uns dois minutos. —Ela disse, eu tomei de sua mão.
— O entregador
disse de quem era? —Perguntei tirando os olhos das flores por alguns segundos.
— Não, mas tem
um bilhete aí. —Disse ela apontando para o meio do buquê.
— Tudo bem,
arranje um vaso, e leve para minha sala daqui a pouco. —Murmurei enquanto lhe
dava as costas rumando o mais rápido que pude até minha sala, em passos
sorrateiros e rápidos.
Logo eu entrei
em minha sala, sentei-me na cadeira e deixar o buquê em cima da mesa tirando o
pequeno bilhete prateado do mesmo, que estava escrito a mão
“Uma margarida por um sorriso, duas dúzias
delas para que possa sorrir pela próxima semana inteira”
Suspirei
enfiando o bilhete dentro do buquê outra vez, aquilo não me parecia tão errado,
afinal, o que estávamos fazendo de mal?
* * *
— A Liz esta
lá em cima Travis. Aqui no sofá não! —Resmunguei sentindo sua mão pesada por
baixo de minha camiseta a acariciar levemente meu seio esquerdo, ele tirou sua
face que afundava-se em meu pescoço.
— Liz? —Ele
ergueu uma sombra celha em confusão.
— O nome dela
é Emma Elizabeth, então devemos apelida-la de todos os jeitos. —Sorri.
— Sim, e o
apelido dela é Em. —Ele resmungou
— Não vamos
discutir por isso, já passamos dessa fase.
— Ok, mas eu
ainda prefiro Em. — Disse ele, mas sua expressão se relaxou e seu corpo também
quando lhe acariciei os cabelos, fazia tanto tempo que não deitávamos juntos,
que não conversávamos, ou qualquer coisa que um casal costuma fazer. Eu sabia
que ele poderia realmente ter outra, mas eu só queria que ele não deixasse de
ser quem realmente era por isso.
— Você sabe
que pode falar sobre qualquer coisa comigo. —Sussurrei, ele revirou os olhos
deitando sua cabeça em meu peito.
— Por favor...
Não estraga esse momento amor. —Ele disse baixo
— Eu não quero
saber com quem Travis, eu só quero que diga a verdade. — Sussurrei, ainda lhe acariciando os
cabelos, ele bufou, mas continuou calado por longos minutos, nesses minutos eu
pensei que ele realmente diria a verdade, que não negaria minhas suspeitas, mas
ele não o fez, apenas suspirou e levantou sua cabeça para olhar em meus olhos.
— Quer saber a
verdade? —Indagou, eu assenti— Bom, a verdade é que eu amo você, e odeio Nova
York, por isso eu ando agindo como um idiota.
—Tudo bem, não
vou tocar mais nesse assunto. —Falei, ele outra vez revirou os olhos e
levantou-se tirando seu peso de cima do meu corpo para se sentar,eu o
acompanhei.
— A verdade é
que desde que viemos pra Nova York você anda meio paranoica.
— Não é isso,
é só que... —Ouvi a campainha tocar, e me levantei, olhei em meu relógio e
marcavam pouco menos que dez e meia.
— Você esta
esperando alguém? —Ele perguntou relaxando-se no sofá.
— A Jhenna
esta com o pai em Manhattan e o Justin e o Luke estão em casa sozinhos, então
eu os chamei pro... Jantar. —Quase gaguejei ao perceber seu olhar.
— Que ótimo, além
de saírem pra dar uma passeio de família feliz ele ainda toma posse
da minha esposa até na hora do jantar. —Ele bufou, eu o ignorei caminhando até
a porta, e antes de abri-la pude ouvi-lo dizer— Essa é minha casa, meu reino,
você é minha esposa, então quer dizer que se ele vier com muitas palavras pra
cima de mim eu vou quebrar a cara dele.
— Da um tempo
Travis, desde quando ele passou do cara insignificante pra ameaça? —Perguntei
— Desde que
ele corrompeu até minha filha. —Seu tom saiu quase grave em um grito, eu
revirei os olhos, vendo que Emma descia as escadas correndo.
— O tio Justin
chegou mamãe? —Ela correu em minha direção com tamanha animação, Travis
gesticulou apontando para a mesma.
— Esta vendo?
Quando eu chego em casa, não recebo todo esse amor. —Ele resmungou.
— Talvez você
recebesse se desse atenção a ela. —Disse e finalmente abri a porta, mas não era
Justin, e sim Kate, junto das gêmeas e Poul, que até aparentava um hipster com
aquela barba mal feita e camiseta florida.
— Há, o tio
Justin não veio. —Ela suspirou e caminhou até Travis sentando-se junto a ele.
Eu poderia sorrir daquela cena se não estivesse tão surpresa vendo aquela
família entrar, as meninas estavam tão lindas.
— Kate, que
surpresa. —Falei.
— É, que
surpresa. —Ouvi Travis resmungar, enquanto Emma sentava-se em seu colo agora.
— Também estou
super animada em ver vocês, seus ingratos. —Ela rolou os olhos, eu sorri.
— Não é isso é
que esperávamos outra pessoa. Mas vocês sabem que são sempre bem vindos.
— Aqui tem
Wi-fi tia Liv? –Ouvi Margo perguntar, estava grande o suficiente pra estar um
bocado do tamanho de Kate, tão bonita quanto a mãe, seus cabelos negros
pareciam crescer a cada segundo.
— Tem sim. Vai
lá à cozinha que a Ana te fala a senha. —Murmurei. — Oi Poul. —Acenei para ele
que sorriu levemente cansado enquanto ia sentar-se ao lado de Travis. E vi
margo agarrar o braço de Needy a puxando para dentro da cozinha.
— Papai, o
senhor bem que podia me contar uma historia hoje. —Ouvi Emma murmurar enquanto
brincava com os cabelos do mesmo
— Se eu contar
você para com essa coisa de chamar o Justin de tio? –Perguntou fazendo-me
revirar os olhos, ela bateu palminhas animada.
— Não, mas eu
aceito que conte histórias pra mim.
— Ok, ok.
— Então...
—Kate tocou-me o braço eu mal percebi que ainda estava parada perto da porta,
longe o suficiente do sofá. — Quem você estava esperando hem?
— O Justin,
ele disse que hoje estava sem empregada e eu o convidei pro jantar. —Murmurei,
ela olhou-me maliciosamente.
— Então quer
dizer que vocês agora são amigos? E a esposa dele?
— Há, ela tem
sido uma boa amiga. —Confessei cruzando os braços
— Não consigo
acreditar que você virou amiga da mulher que... –Ela olhou para Travis antes de
continuar.— Que é casada com o homem da sua vida.
— O Travis é o
homem da minha vida. —Falei firme— E eu e ele já esquecemos isso, eu não quero
estragar a minha família como não quero estragar a dele.
— Precisamos
de um dia pra mulheres urgente. —Ela disse quase em desespero— Você não acha
que vou cair nessa né?
— Nem eu
consigo cair nessa. —Suspirei derrotada, e ouvi a campainha mais uma vez
— É O TIO
JUSTIN. —Em gritou do colo de Travis.
— Ela tem
ficado bem próxima a ele né? —Kate perguntou enquanto eu abria a porta, eu
assenti. Justin estava bem arrumado, com cabelos penteados e um perfume
excelente. Ele sorriu enquanto adentrava com Luke que estava tão impecável
quanto o próprio.
— Vejo que a
casa esta cheia. —Ele disse baixo,Kate passou por mim quase pulando em cima do
mesmo em um abraço demorado.
— Luke, tio
Justin. —Em pulou do colo de Travis para correr em direção a Luke, ele era tão
pequeno que no abraço de Em, ela podia quase tira-lo do chão.— Vem, eu tenho
que te mostrar o desenho que fiz do Floyd hoje na aula. —Ela o puxou
— Por favor,
meus amores, não subam as escadas correndo, a mamãe não esta a fim de levar
ninguém ao hospital hoje. —Disse vendo-a correr mesmo assim, respirei fundo.
— Seu filho
cresceu tão rápido. —Observou Kate, eu os olhei.
— E onde estão as gêmeas?
— Estão na
cozinha roubando o wi-fi, já não aguento essas duas, quase não falam dentro de
casa, e quando falam é pra fazer birra com o Poul. —Ela murmurou
— Espero que
Em nunca chegue nessa fase, Travis surtaria. —Murmurei- Ele tem ciumes dessa menina até com a própria sombra
— Ela não me
parece que vai chegar nessa fase, ela tem uma mente muito avoada. —Justin
interveio
— As gêmeas na
idade da Em, já usavam celular. —Kate resmungou- Eu fico surpresa pela Em não
ter um.
— Ela vai
fazer dez anos não doze. —Disse eu, Kate deu uma risadinha.
— Olhe só pra
gente, com filhos, casados, e com vidinhas medíocres, bom, só a Olivia que tem
uma super vida, que é famosa e mora em super apartamento e tem o marido que tem um cargo super foda na DQ, além de ser crítica literária no New York Times, mas ainda assim, eu não me imaginaria aqui. —Ela
murmurou, com um tom um tanto nostálgico.
— Eu só sou
famosa em Miami. —A interrompi em um risinho. - E você falando assim, minha vida soa quase perfeita, até me iludo com essa ideia.
* * *
— Obrigada
pelas flores. —Sussurrei a Justin após o jantar, enquanto Poul e Travis rumaram
ao escritório do mesmo onde tinha uma mesa de poker. Kate estava na sala com
suas filhas, enquanto eu presumia que Luke e Em estavam no quarto dela pois a
mesma outra vez correu após o jantar. — Elas são lindas
— Por nada.
—Ele sorriu.
— Como foi seu
dia no trabalho hoje? —Perguntei enquanto guardava o ultimo prato.
— Bem
cansativo, eu tenho uma audiência amanhã. —Ele fez uma pausa pondo a toalha de
pratos em cima da pia.— E o seu?
— Foi normal,
não faço muita coisa lá, mas acho que arranjei um bom admirador.
— Ééé? –Ele perguntou
em divertimento— Quem?
— O meu novo
chefe, ele é um fã dos meus contos. Foram tão poucos e mesmo assim ele virou
fã, disse até que publicaria um livro meu.
— Isso é
ótimo. —Ele disse— Eu os li e realmente são muito bons.
— Mas ele
disse que eu deveria seguir isso como profissão — encostei-me na pia ao seu
lado—, e eu não consigo me ver fora do jornalismo.
— Talvez
quando estiver cansada do jornal, possa relaxar sendo apenas escritora. —Ele
propôs, eu forcei-lhe um sorriso assentindo
— É, você esta
certo.
— Eu preciso
conversar com você. — Ele disse após alguns segundos em silêncio, por um
instante meus batimentos cessaram.
— Sobre?
— Não posso
falar aqui, podemos nos encontrar amanhã cedo? Depois de levar as crianças?
Eu desviei meu
olhar sem saber o que dizer, aquilo significava uma conversa a sós, e eu não
estava totalmente pronta para aquilo, eu não sabia qual poderia ser minha
reação ao ficar totalmente sozinha com o mesmo.
Ta aí, HARRY STYLES INVADIU A FIC, DELICIA. Mas será que ele vai invadir esse triangulo dramático Justin Olivia e Travis? KKK e vai virar um peguete da Olivia? OOOOu ele só é fã dos contos dela?



PUTZ EU TINHA ESQUECIDO DA KATE agora TO CONFUSA É A JHENNA OU A KATE OU OUTRA Pessoa? AI QUE LINDO ELE MANDOU FLORES PRA ELA,JUSTIN TÃO FOFO CONTINUA
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