1.22.2015

Just A Friends Second S - 7º Capítulo

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Sem menor intenção de acordar Travis me vesti, uma parte de mim suplicava para que Justin levasse Luke para escola hoje, suplicava para que eu pudesse encontra-lo de novo, e outra parte tinha um certo receio por Jhenna, meus pensamentos e sentimentos remetente a Justin não eram lá exatamente puros, e eu não sei mais oque fazer enquanto a isso. Desde o dia anterior isso tem me atormentado, oque ele queria dizer perguntando aquilo? Era pra lá de estranho tal atitude. Escovei os dentes e suspirei pegando minha bolsa ao sair do quarto, contentei a estranha e costumeira vontade de lhe dar um beijo de despedida que eu sempre lhe dava ao acorda-lo e antes de levar Emma para escola. Agarrando a alça da minha bolsa desci as escadas podendo ver Ana a ensinar algumas palavras em espanhol para Emma, enquanto a mesma balançava as pernas instigada com a fala de Ana.
- Olá mama, como estas? –Perguntou-me ela em um risinho ao pronunciar as palavras.
- Assim mal precisará fazer aulas. –Sorri para ela que se levantava vindo até mim, jogando sua mochila por cima do ombro.
- A Ana disse que nem preciso. –Respondeu.
- Há Ana, obrigado por ensinar a ela –Levantei os olhos para ele erguendo os lábios em um sorriso, ela devolveu-me o sorriso- Pode retirar a mesa ok?
- Mas e o senhor Travis, Dona Olivia? –Indagou ela com a testa franzida.
- Deixe que ele se vire. –Agarrei a mão de Emma dando as costas a Ana. Não peguei as chaves do meu carro, de certa forma estava esperançosa em encontrar Justin na frente da escola das crianças. Eu já podia imagina-lo de joelhos em frente a Luke enquanto lhe dizia algo acolhedor para convencê-lo a entrar na escola como sempre o fazia, e de alguma forma aquele esforço era em vão pois sempre que Luke via Emma aparecer na entrada da escola toda sua preocupação de criança amedrontada parecia sumir. Emma costumava dizer que ela protegia-o das outras crianças enquanto podia, e quando não podia ele sabia que ela estaria ali. Era quase impossível não me sentir bem com todo aquele sentimento de irmandade que emanava desses dois. Nas ruas calorosas e movimentadas da cidade que nunca dorme eu caminhava na calçada ao lado de Emma enquanto brincávamos de “Eu vejo”.
- Eu vejo com meu olhinho uma moça idêntica a vovó. –Disse ela ao passarmos por uma senhora vestida de calça moletom e também casaco moletom a correr com seus cabelos grisalhos tingidos de loiro. As rugas visíveis mas disfarçada em provavelmente um creme hidratantes para rugas, realmente a moça se parecia com mamãe. Tentava de qualquer forma evitar a velhice que lhe chegava tão rapidamente, não tive como não acompanha-la em uma risadinha.
- Eu vejo com meu olhinho céu todo azuzinho. – Ri abaixando os olhos para ela que levantou a cabeça olhando para o céu repleto de arranha céus.
- Eu vejo com meu olhinho o tio Justin e o Luke atravessando a rua na frente da escola. –Ela apontou para a poucos metros a nossa frente, instantaneamente meu sorriso perdeu tal intensidade e sem controle das minhas pernas passei a andar um pouquinho mas rápido, chegando assim junto a ambos ao portal. Seus olhos tranquilos pausaram em cima de mim em uma expressão calma, um meio sorriso lhe desenhava os lábios.
- Tio Justin –Dizia Emma  em um largo sorriso fazendo-o olha-la
- Liz, princesa –Ele abaixou-se para lhe dar um abraço. Logo após Emma agarrou as mãosinhas de Luke e entraram portão a fora. Acenando com as mãosinhas pequenas e com largos sorrisos. Sorri deixando escapar um suspiro um tanto nostálgico
— E aí? Pronta pra um café? —Ele perguntou casualmente, eu suspirei o olhando.
— Claro. —Respondi, e então caminhamos em um gostoso silencio preenchido pelos roncos de motores, e buzinas do transito bastante costumeiro. Entramos na cafeteria, e ele pediu por nós o que sempre pedíamos, um café expresso com donuts simples, para aguentar o dia cansativo que nos aguardava, e que não tardou a ser servido.
— Como esta o pai da Jhenna? —Perguntei
— Não muito bem, ela disse que ficará mais uns três dias por lá. —Ele respondeu.
— Sinto muito... —O olhei tendo uma ideia amigável, sabia que ele precisava ir estar com a esposa nesse momento. Pois além de tudo, eu considerava Jhenna uma boa amiga. — Sabe,você pode deixar o Luke comigo, e ir ficar lá esses dias.
— Você já tem problemas de mais, e além do mais, o pai dela não gosta nem um pouco de mim. —Ele murmurou em divertimento — Ele não gostaria da minha presença lá.
— O Luke não seria um problema, ele é um bom garoto, e afinal, Emma gosta muito de brincar com ele. —Sorri, ele balançou a cabeça dando um gole em seu café.
— Eu sei, mas realmente não é preciso. —Ele agarrou levemente minha mão que pausava em cima da mesa.— Você tem sido uma boa amiga, Liv.
— Faz quantos anos que não me chama assim? Vinte? —Ri puxando minha mão da sua, em um bocado de nervosismo.
— Talvez mais. Uns vinte e dois.
— Vinte e dois anos, isso faz com que eu me lembre que nos conhecemos a vida inteira. —Falei baixo
— Isso é bom, eu não sei o que seria de mim se você não estivesse aqui a vida inteira. —Ele murmurou, eu engoli em seco e peguei meu café, bebericando um pouco. — há algo errado?
— O Travis, eu acho que já não tenho duvidas sobre ele. — Falei
— Eu ainda acho que ele não seria capaz. — Ele disse na tentativa de acalentar-me eu sorri sem animo.
— Eu já não sei se posso esperar menos, e você sabe porque não estou culpando-o tanto. —Eu disse sem ao menos pensar, e me praguejei por tocar naquele assunto, mas não podia negar que aconteceu, eu o traí Travis por dias, eu estive a ponto de deixa-lo três meses antes do casamento e não o culparia se ele fizesse o mesmo.
— Você não contou a ele, não foi?
Eu neguei com a cabeça, e suspirei abaixando os olhos, eu estava disposta a perdoa-lo, se ele me contasse, pois saberia que ele seria melhor do que eu, tendo coragem de contar seus segredos, e não guardando por dez anos.
— E como eu poderia? Ele nunca me perdoaria. —Resmunguei sentindo uma súbita ardência em meus olhos, mas segurei as lagrimas, sentindo sua áspera mão acariciar-me o braço esquerdo levemente.
— Você não pode deixar que a traição dele passe porque você fez o mesmo, não pode se culpar pra sempre. Desculpe-me!
— A culpa não foi sua. —O olhei— Eu quis.
Ele coçou a garganta e sentou-se corretamente saindo de meu alcanço, sabia que aquilo havia o incomodado então olhei em meu relógio, na tentativa de dar uma desculpa para que eu saísse antes que eu estragasse outra vez a nossa amizade.
— Eu preciso ir, tenho que passar em casa ainda pegar umas pastas, e ir correr pro trabalho, tenho várias críticas pra entregar hoje. — Disse apressada, ele balançou a cabeça e um sorriso e se levantou me ajudando a levantar.
— Quer que eu te acompanhe até o taxi? — Indagou
Eu balancei a cabeça em negação:
— Não esta tudo bem, nos encontramos amanhã? Pra um café? Ou você janta conosco hoje?
— Olha eu acho que aceito seu jantar. —Ele disse um bocado sem jeito continuando em seguida: — Nossa empregada esta de folga e Luke odeia a comida que costumo fazer para ela.
— Tudo bem. —Sorri — Bom, se prepare pro turbilhões de perguntas sobre o Floyd, a Emma esta louca.
— Diga a ela que no sábado, passo pra busca-la pra ir ao central park com o Luke.
— Esta bem. — Engoli em seco, e olhei outra vez o relógio em meu pulso.- Mas agora eu preciso mesmo ir, eu te amo, até mais tarde.
Eu disse tão rápido enquanto beijava-o a face que mal me dei conta que aquelas palavras bailaram da minha boca, a sua reação por um instante eu percebi ser de espanto mas logo um sorriso se espalhou em seus lábios.
— Eu também.
Eu abaixei os olhos e saí o mais rápido daquela cafeteria, sem olhar pra trás, sem a intenção de ficar mais constrangida com aquilo. Eu estava tão apressada, tão distraída e fora do foco que fora impossível contentar minhas palavras.

* * *

Concertei meu blazer, olhando-me no espelho. Enquanto via Travis resmungar algo do quarto por estar fodidamente atrasado. Passei a escova no cabelo e após penteá-lo eu já poderia ir para o trabalho, terminar o mais rápido possível aquela reunião com meu novo chefe e entregar as críticas para Dorothe.
— Você pode por pra mim amor? Sabe que eu me enrolo todo pra colocar isso. — Ele resmungou quase relutante, entrando no banheiro com uma gravata preta. Eu ergui uma sombra celha deixando
— Então quer dizer que isso a sua amante não sabe fazer? — Indaguei deixando a escova na pia, ele revirou os olhos.
— Por favor, não vamos começar com a sua paranoia hoje. —Ele disse calmamente, eu suspirei tomando a gravata de sua mão, passei por seu pescoço e o puxei para mais perto, ele forçou-me um sorrisinho tocando minha cintura.
— O que foi? — Perguntei séria, ele alargou o sorriso.
— Eu amo seus olhos. — Disse ele, eu bufei.
— Ainda estou chateada com você.
— Eu sei. — Ele apertou minha cintura, puxando-me para mais perto, colando-me ao seu corpo, eu respirei fundo.
— Não somos mais como antes Travis, não vou deixar de ficar brava com você com sexo. — Resmunguei me afastando, terminei o nó, concertei a gola, e passei a mão em seu peito arrumando a camisa branca, como uma mãe arruma o filho caçula para a igreja.
— Eu sei que pisei feio na bola, sei que estamos passando por uma fase ruim mas eu quero melhorar a nossa situação.
— Pois não parece. —Dei a volta pelo mesmo, rumando ao quarto, peguei minha bolsa tendo a noção de que logo ele estaria ao meu lado.
— Você quer sair pra jantar amanhã? Podemos jantar em algum lugar no brooklyn, podemos até ir passar o final de semana na nossa casa de praia lá em Miami, voltamos na segunda, podemos ir ao teatro, o que você acha? — Ele perguntou acompanhando-me, eu sorri o olhando
— Você não esta fazendo isso por que se acha no dever, esta?
Já fora de casa ele apertou o botão do elevador
— Eu só não quero que fique chateada pra sempre, quero ser como antes, quero acordar com seus beijos, quero transar pra cacete depois de um jantar, e depois dormir sabendo que você não esta infeliz comigo. — Ele disse simples, eu suspirei, e senti seu braço envolver minha cintura fortemente. Seus lábios não tardaram a tocar meu rosto
— Podemos ir na Broadway amanhã. — Propus, ele balançou a cabeça afirmando.  
— Vamos aonde você quiser.
— Eu te amo. — Sussurrei
As portas se abriram, ele ainda agarrava minha cintura quando guiou-me até o elevador, onde apertou o botão da garagem.
— Eu só quero que tudo seja como antes. — Ele acariciou-me a face antes de beijar-me levemente os lábios.
— E vai ser.
— Começando com uma super transa hoje? — Ele soltou uma leve risadinha dando um beijo na ponta do meu nariz, eu revirei os olhos em resposta
— Eu ainda não tive a oportunidade de mostrar o que comprei no sábado — Sussurrei contra seus lábios
— To loco pra ver, vamos fazer como os poetas outra vez. —Ele sorriu antes me beijar outra vez

* * *

Engoli em seco concertando meu blazer enquanto caminhava com meu portfólio até a sala do meu novo chefe. Mal sabia seu nome direito, não tive tempo de gravá-lo mais cedo quando Gina havia me falado por alto todos os dados sobre ele. Respirei fundo e com os nós dos dedos dei três batidas na porta. Ouvindo um abafado “Entre” de uma voz um tanto rouca, talvez fosse por ter uma porta em meio a ambos. Girei a maçaneta sentindo minha mão soar, engoli em seco tentando dispensar o nervosismo.
Ele estava sentado em sua cadeira, a sua sala era três vezes melhor que a minha, pudera ele era meu chefe, precisava ser melhor que eu. Tinha leves cachos comportados quase não visíveis na altura de seu queixo, e um Iris esverdeado, invejavelmente lindo. Seus lábios finos e levemente rosados eram encantadores, e ele parecia ser menos intimidador que Jhon, meu antigo chefe.
— Senhorita Copel, que prazer em conhecê-la. —Ele sorriu levantando-se e estendendo sua mão para mim, eu retribuí nervosamente ao sorriso apertando sua mão quando o alcancei.
— O prazer é todo meu. —Tomei coragem de dizer.
— Sente-se, pode se sentar. —Ele gesticulou para a cadeira ao meu lado enquanto também se sentava, eu respirei fundo sentando-me a sua frente. Eu precisava lembrar o nome dele, eu precisava.
— Obrigado.
— Eu ouvi dizer que seu antigo chefe era um daqueles bem detestáveis. —Ele disse com uma pitada de humor em seu tom.
— Trabalhei poucas semanas, mas desculpe dizer ele era... Pouco menos que suportável. —Falei abaixando meu tom, aquele homem era realmente encantador. Vestia-se como um inglês, falava como um inglês, além de cheirar deliciosamente como um, e se eu tivesse lido o que Gina havia deixado em minha mesa a alguns dias eu saberia que ele era realmente um inglês.
— Fique sabendo que não cobrarei tanto —Ele fez uma breve pausa debruçando sobre a mesa e folheou alguns papéis antes de dar continuidade- Eu li suas críticas, e sei que não precisará ser cobrada, tem um grande talento senhorita Copel
— Obrigado senhor. —Forcei-lhe um sorriso, suspirava por dentro por ele ser um homem tão agradável.
— Antes de aceitar esse cargo eu já conhecia seu trabalho, soube que além da TV se arriscou a escrever em uma coluna no jornal local de Miami. — Ele murmurou ainda folheando os papéis.
— Me arrisquei a escrever alguns contos. — Respondi
— E você esta fazendo o que ainda no jornal? — Perguntou ele, levantando levemente os olhos para mim, que tossi sem ter alternativas do que dizer.
— O jornal é minha vida, estou a tanto tempo sendo jornalista que é quase impossível eu me ver fora disso.
— Bom. É uma pena, pois a senhorita tem um talento esplendido para escrita, eu não hesitaria em publicar um livro de sua autoria.
— Muito obrigado senhor. —Sorri. — Quem sabe um dia eu o faça.
— Estarei sempre esperando uma notícia. — Ele sorriu docemente, eu engoli em seco vendo-o deixar as papeladas de lado, e levantar-se, caminhou em volta da mesa, e sentou-se nela, tão próximo a mim, olhando-me nos olhos.
— Será o primeiro a ser avisado senhor. —Quase gaguejei.
— O que a senhorita trouxe para mim hoje?
Eu desviei meu olhar para o portfólio em meu colo e o peguei estendendo em sua direção, aquele homem parecia querer flertar comigo a cada elogio, ou eu só estivesse ficando louca? 
— Algumas críticas. — Respondi, ele abriu o portfólio, molhou os lábios e folheou lentamente. Eu engoli em seco sentindo minha mão ficar encharcada de puro nervosismo.
— Vou dar uma olhada. — Ele disse deixando o portfólio ao seu lado da mesa, e seus olhos rumaram a mim outra vez.
— Claro senhor.
— Há, pode me chamar de...

PA PA PA PA, FIQUEM NA CURIOSIDADE, porque eu adoro, amo, sou, aprecio essa maldade. Quem deve ser esse chefe gostosão inglês dela? kkkk Af vai ser impossível alguém errar isso. 

Um comentário:

  1. Mais gente pera EU NAO SEI QUEM É ESSE INGLÊS GOSTOSAO,QUERO MAIS POSTE LOGO PLEASE

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