– Eu preferia que estivessem maiores, mas estava me emputecendo ter aquelas mechas enormes em minhas mãos todos os dias. –Ela grunhiu- Você quer ir tomar sorvete?
– Sorvete? Quem é você e o que fez com a minha amiga? –Candy arregalou os olhos.
– Sexo sempre melhora o humor da Faith. –Justin riu do lado esquerdo do sofá
– Há, esta explicado o mau humor esses dias. –Candy acompanhou-o na risada- Já vi que Justin não estava dando conta do recado
– Há-há-há. Que engraçadinhos vocês. –Ironizou ela como resposta, sua risada aos poucos cessava, sua respiração era contida e de repente a escuridão. Ela simplesmente desmaiou, era a terceira vez aquela semana. Tombou ao chão tão pesadamente quanto uma bigorna de exatos quarenta e oito quilos, Justin correu em sua direção agachando-se até a mesma, já não estava tão desesperado como da primeira vez, sabia que tinha de se acostumar com aquilo.
– Faith? –Ele agarrou-a para si, tomando-a no colo, e ali sentou-se ao chão.- Faith?
– Temos que marcar o tempo que ela fica desacordada. –Comentou Candy aflita- Das ultimas vezes não passaram mais de três minutos.
– Não vai passar. –Ele depositou um beijo molhado em sua testa. Alguns minutos contados no relógio de Candy se passaram, e os olhos de Faith preguiçosamente eram abertos. Ela suspirou e em seguida recostou a cabeça no peito de Justin.
– Por quanto tempo eu apaguei? –Ela fechou os olhos
– Cinco minutos.
– Quanto tempo. –Ela continuou de olhos fechados, Justin tirou a mecha de cabelo que caía sob o rosto da mesma e sorriu.
– Eu tenho uma surpresa pra você.
– Vá se ferrar. –Ela resmungou
– Só se você for comigo, aí nos ferramos o dia inteiro. –Ele riu baixinho
– Não gosto das suas surpresas.
– Não te perguntei se gostava ou não, eu só disse que tinha uma surpresa.
– Quero sorvete.
– Vamos tomar sorvete. –Candy pronunciou-se levantando do sofá.
– Você esta aqui? Pensei que tinha me deixado. –Faith por fim abriu os olhos- Pra ficar com o Ansel.
– ciúmes detequitado e ignorado com sucesso. –Ela riu
– Chata.
– Te amo, agora levanta.
– Ta bom. –Ela resmungou, Justin logo ajudou a levantar-se.
03:45 P.M
P.o.v Faith
– Por que não posso tirar essa merda? –Perguntei sentindo que aquilo daria em algo idiota, suas mãos apertavam levemente minha cintura enquanto ele repousava preguiçosamente seu queixo em meu pescoço, guiando-o para algum lugar que eu sinceramente não fazia questão de saber, nada importava, só sua companhia já me fazia bem, seu jeito carinhoso, sua atenção hoje estava uma das melhores, ele já não estava tão ausente, e espero que continue assim por um longo tempo.
– Não seja apressada, senhorita rabugenta. –Ele riu baixinho, senti um forte vento bater contra meu rosto, em seguida ele avisou que eu teria que seguir alguns degraus, tentei não hesitar e confiar no que ele estava planejando. Ele pediu para que eu abaixasse a cabeça e eu assim o fiz, estava nervosa, no entanto não queria discordar, logo eu estava sentada em algo macio.
– Posso tirar? –Indaguei
– Não
– Por que não.
– Por que ainda não esta na hora. –Me calei por um tempo, até ter a certeza de que estávamos em um avião, porque simplesmente era impossível não saber que estávamos voando, estava na cara, mas qual seria o nosso destino? Nós teríamos um destino? O que se esperar do imprevisível Bieber?
– Por que não posso tirar? Eu já sei que estamos voando.
– Ainda não estamos no lugar onde precisamos estar.
– Como assim?
– Você já vai ver.
– Em cinco minutos. –Uma voz bem perto a nós dois murmurou, fazendo-me quase saltar da cadeira de susto, como não percebi que haviam mais pessoas ali?
– Quem esta aí Justin?
– Um amigo.
– Você esta me assustando. –Sussurrei virando-me em sua direção, senti seus lábios gentilmente tocarem os meus e em seguida sua risada nasalada. –
– Não seja apressada.
– Não tem como.
Silencio
Após os cinco minutos torturantes de espera percebi a movimentação, Justin se levantou e agarrou em meu braço para que eu pudesse levantar, tirou a venda fazendo com que eu percebesse que aquele não era seu jatinho. Respirei fundo olhando em volta, aquilo não era um jatinho.
– O que estamos fazendo aqui Justin?
– Estamos vivendo o agora. –Ele sorriu
– Como assim?
– Arrume ela. –Ele ignorou minha pergunta olhando para dois homens a minha frente, eu estremeci quando percebi que eles estavam com vestidos de paraquedas e um deles tinha um contra seu peito.
– Você quer me matar Justin? É isso? Você esta cansado desse fardo e quer me matar de vez? –O olhei indignada, ele revirou os olhos e olhou na direção do homem.
– Pode por.
– Com licença. –Ele caminhou em minha direção.
– Não vou pular.
– Você não sai desse avião enquanto não pular.
– Não vou pular Justin.
30 Minutos depois
Após minutos terríveis de discussão com Justin eu cedi, a porta do avião estava aberta, meu coração pulsava tão forte que eu poderia senti-lo na garganta, já não sabia que podia sentir tanto medo assim. Justin agarrava minha mão firmemente, parecia tranquilo com tudo aquilo, já eu estava desesperada, viver o momento, era tudo que eu precisava me lembrar naquele momento. Pois a vida é feita de momentos, e eu preciso tornar esses momentos inesquecíveis. Um dos instrutores disse que por falta de experiência eu teria que fazer o salto duplo, que no caso ele teria de ficar atrás de mim, fazendo todo o trabalho com o paraquedas.
– Vai Justin. –Meu instrutor disse a Justin, ele assentiu e sorriu para mim, um largo sorriso estava estampado como nunca em seu rosto.
– Momentos. –Ele disse como se pudesse ter o poder de ler minha pobre e fértil mente. Ele pulou.
Por um segundo congelo, estática, perco a respiração e a tontura me domina, o instrutor me cutuca
– É nossa vez.
– Momentos. –Sussurro para mim mesmo em resposta secretamente a Justin- estou pronta
O instrutor coloca um pé no estribo, enquanto aquele vento gelado sopra intensamente, e aquele verde infinito te espera lá embaixo. Ergo minha cabeça, coloco os dois pés pra fora e o instrutor diz: “Agora”. Respirei fundo e caí num vácuo sem fim. Fecho os olhos por um segundo e me forço a abri-los em seguida. Não podia perder esse momento, não queria perder. E esses primeiros segundos de queda livre, nesse vácuo, onde segurei as alças do paraquedas com toda força, provocam uma sensação que jamais tinha sentida. Em poucos segundos ficamos estáveis e agora a sensação é mesmo de voar, sinto-me tão leve que tive a sensação de ter asas. Fixo meu olhar em Justin, que está me olhando de serena a poucos metros de mim. Abro a boca pra gritar, mas não sei nem vestígio de voz. O vento gelado seca minha garganta. Tenho a vontade de nada naquele vácuo para pegar sua mão, mas ele como um bom leitor da minha mente em segundos já estava agarrando minhas mãos.
Há uma imensidão de terra, céu e mar em todo redor. E nós, tão minúsculos naquela imensidão. São 40 segundos de queda livre, que parecem eternos, que fizeram com que eu me sentisse eternamente infinita. Seguidos de 5 minutos, já com paraquedas aberto, só curtindo a paisagem, e tentando entender tanta informação e o fato de estar vivo. Em toda minha vida, eu nunca me senti tão viva, naquele momento em que eu repousava já no chão, terminando meus 40 segundos, eu me perguntei se em toda a minha vida eu “vivia ou eu sobrevivi”.
– Obrigado. –Corri para Justin quando o instrutor soltou-me de seu paraquedas. O abraço, sem vontade de solta-lo, a felicidade é tanto que me sinto extasiada. - Obrigado, obrigado, obrigado.
– Essa é só a primeira de muitas surpresas. –Ele afagou-me os cabelos, o abraço com mais força, sentindo certa vontade de chorar, mas não era de tristeza, ou frustração, era de alegria, era mais do que alegria o que eu estava sentindo.
– Eu deveria fazer uma lista de coisas, não você. –Desfaço o abraço para olha-lo- Espera, você não fez uma lista fez?
– Não, mas é uma boa ideia. –Ele riu suave tirando seu equipamento.
Oque será que vira dessa lista? hahaha,resolvi seguir a opinião de vocês e não por tanto drama, então eu espero que tenham gostado desse capítulo






Amooooore continua essa fic, pelo amor de deus, eu já estou pirando aqui, esta muito perfeita, você não pode desistir dela
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