10.12.2014

Flatline - 33º Capítulo + AVISO URGENTE

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P.O.V Narrador Onisciente

Por entre as ruas um bocado vazias de Los Angeles Faith corria dispersa, sem importar-se com os semáforos os faixas de pedestres, mal ela sabia que na rua oposto onde ela iria ultrapassar outro semáforo, um homem problemático e disperso com sua vida fracassada, simplesmente acelerava em sua mão quando Faith ultrapassou no mesmo exato momento que ele, -BUM- o impacto fora mais que profundo, o carro pegou o lado do passageiro em cheio, Faith sem cinto de segurança sentiu sua cabeça ricochetar contra o vidro da sua janela, sangue que antes apenas brotava de seu nariz agora brotava dos ferimentos instantâneos de sua cabeça e o lado esquerdo de sua face. Com o impacto ela já nem sentia sua consciência.

- Meu Deus, meu Deus. –Gritou o rapaz do carro alarmado, a frente de seu carro quase não existia mais.- Moça, moça você ta bem? –Ele correu na direção de Faith, sua cabeça simplesmente caiu junto ao volante, seu corpo desacordado repousava também sob o volante.
- Merda, Merda. –Ele passou a mão entre os cabelos e correu até o carro para pegar seu celular, precisava de ajuda, os curiosos e assustados logo pararam para ver, alguns se arriscavam a se aproximar bem do carro só para ver a quem remetia. Outros só olhavam de longe, observando o desespero do rapaz que não sabia mais pra quem ligava, dera sorte que a poucas quadras havia um hospital. E que em minutos já podia se ouvir as sirenes para socorrê-los.

Hospital Phillippines - Bervely Hills – 05:40 A.M


- Será que ela estava tentando se matar? –Candy sussurrou para Phelipe, ele respirou fundo recostando a cabeça no sofá.
- Ela não poderia ser mais egoísta se estivesse. –Ele grunhiu
- Ela estava um pouco estranha quando saiu. –Candy mordeu a unha do mindinho, já não tinha lagrimas para chorar, estava ali a quase duas horas e a primeira hora fora dentre lagrimas onde Phelipe tentava acalma-la.
- Ela não tentou se matar. –Ele sussurrou mais como uma prece para si- Foi só um acidente, e o médico já disse que não foi tão grave.
- Mesmo assim, ela estava estranha.
- Como assim eu não posso? Que porra de permissão é essa? Eu não to nem aí, você não deve estar me reconhecendo. –A voz arrogante de Justin tomava todo hospital quase como um eco, já que só havia Candy, Phelipe e o pai de Faith na sala de espera. Justin ao lado na recepção gritava por não poder nem ao menos saber oque havia acontecido com Faith, e se ela estava bem.- Foda-se que eu não sou da família, FODA-SE, VOCÊ CONSEGUE ME OUVIR? OU É SURDA, EU QUERO SABER OQUE ESTA ACONTECENDO PORRA.
- Justin. –Candy levantou-se indo até ele, que relaxou a face ao ver a garota.
- Candy, por que não me ligou? Por que não me disse oque tinha acontecido? Ela esta bem? –Ele indagou
- Senta com a gente, estamos esperando pra entrar, ela só machucou um pouco a cabeça e perdeu sangue, mas acho que esta tudo bem. –Ela agarrou-o pelo cotovelo guiando-o até o grande sofá cinza daquela sala de espera.
- Olá senhor Collins, desculpe o mau jeito, eu só estava preocupado. –Ele estendeu sua mão para o pai de Faith, que contribuiu ao ato.
- Esta tudo bem rapaz. –Ele murmurou e parou por um instante olhando-o quando o mesmo se sentou ao seu lado junto a Candy- Você se parece com um amigo da Faith, chamado Rodolpho.
- Sou eu. É um disfarce –Ele deu uma risadinha- Não conte pra ninguém mas é preciso fazer alguns esforços pra ser normal.
- É. –Ele suspirou
- Há quanto tempo ela esta la dentro?
- Irá fazer algumas horas.
- Acha que hoje podemos vê-la? –Perguntou inocentemente.
- Podemos? Você? Me diz por que você estaria incluído nisso? Cara você não tem nem porque estar aqui. –Phelipe grunhiu de onde estava
- E quem é você? –Justin ergueu uma sombra-celha para o mesmo.
- Eu sou namorado da Faith.
- Ah, o merda. –Ofereceu-lhe um sorriso sínico. – Você continua um merda estando ou não com ela.
- Rapazes por favor. –Senhor Collins os alertou- Resolvam isso em outro lugar.
- Phelipe, Justin tem direito de visita-la, se ela quiser claro.
- Ela não vai querer. –Justin sussurrou para Candy pudesse ouvir e olha-lo.
- O que?
- A encontrei na festa, eu não pensei que poderia ser ela, e também não pensei que ela agiria daquela forma, eu só estava cansado de esperar ela me perdoar e dei em cima dela porque ela disse que o nome dela era Luna. –Sussurrou deixando um suspiro escapar.
- Vem aqui um minuto comigo Justin. –Ela agarrou-o pela mão assustando-o, mas ele não hesitou, apenas acompanhou-a até o corredor longe de Phelipe o pai de Candy, ele enfiou as mãos nos bolsos a espera de sua resposta, e ela fraca que só, sem suportar oque Faith estava fazendo com sigo mesma deixando-o assim, tomou a coragem pra contar oque estava entalado em sua garganta.
- Eu realmente não deveria lhe dizer isso mas a Faith nunca irá te perdoar, na cabeça dela ela esta te protegendo, fazendo com que se afaste.
- Oque? –Seu tom saiu em um sopro.- D-o-o-oque esta falando?
- Ela foi diagnosticada com leucemia mieloide a algumas semanas, e ela já estava quando passou o mês na sua casa, Justin. Esta sendo difícil pra todos, ela só estava pensando no melhor pra você.
- No-o-o melhor pra mim? –Ele engoliu em seco, por alguns segundos pensou que ele havia parado no tempo, suas pernas bambearam, e suas mãos suaram frio, sentiu-se tontear e seus lábios ficarem completamente secos com aquela notícia inesperada. Ao sentir-se daquela forma recostou-se na parede e pois as mãos contra o rosto.
- Ela tem visto o Phelipe nos últimos dias, e ele tem estado tão tristonho, eu então não tenho como conter essa dor. Ela não queria que você também passasse por isso.
- Ela não tinha esse direito –Ele grunhiu abafado.- Ela não pode dizer por mim.
- Você precisa ser forte agora, Justin. –Ela murmurou, um nó formara-se na garganta dele, tornando sua fala sair tremula, ele tirou as mãos do rosto a olhou.
- Não sei se consigo.
- Você precisa.
- Quanto tempo ela tem?
- O médico dela disse que com o tratamento certo ela tem pela frente quatro a cinco anos. –Ao ouvir tais palavras não contentou o choro inesperado, sua face tornara-se avermelhada e nada mais fazia sentido em sua vida, a morte tornou-se sua pior inimiga naquele momento. Oque se poderia fazer em quatro anos? Oque se viveria em quatro anos? Nada fazia sentido, nada era normal. Em um minuto ele estava recebendo um banho de bebida, no outro ele descobria que lhe restava apenas quatro anos de vida. Candy em um ato caridoso acolheu-o em um abraço, ele deixou-se cair em seu ombro, afundando seu rosto entre seu pescoço, as lagrimas eram inevitáveis, doía tanto que ele mal conseguia pensar, esse é o grande problema da dor, ela precisa ser sentida. Ela precisa ser tanta a ponto de deixar um ser humano completamente desnorteado.
- Dê a ela os melhores anos de sua vida, Justin. –Ela sussurrou para ele. Ele, no entanto não conseguira responder ao que ela grunhia baixinho em seu ouvido, apenas se ouvia os soluços dele. Sua cabeça latejava, seu corpo inteiro tremia por dentro. A dor é tanta que nem o pensamento pensa, é como o abismo mais profundo onde tudo que se tem é o vazio que a dor causa. Tudo que ele tinha vontade era de chorar, e não se importava com as enfermeiras que passavam por eles, não se importava com a quantidade de paparazzis que rodeavam o  hospital, não se importava com exatamente nada, porque pra ele a terra havia parado de girar naquele momento, e aquela dor aguda parecia ser a única coisa a ser sentida.
- Ela não tinha o direito de esconder isso de mim. –Soluçou ele novamente.
- Eu sei Justin, eu sei. –Ela acariciou-lhe os cabelos entre suspiros. Ficaram ali durante minutos, ele esperava nos braços dela que a dor passasse, esperava que aquilo não passasse de um pesadelo, esperava que quando abrisse os olhos Candy lhe diria que tudo não passava de um mal entendido dos médicos. Após quase vinte minutos ele a soltou, como se Justin fosse um velho amigo Candy caridosa como sempre lhe acariciou a face limpando suas lagrimas e ofereceu-lhe um sorriso.  
- Você a ama?
- Muito.
- Então faça-a feliz, mostre a ela que pode.
- E Phelipe?
- Ela gosta mais dele como amigo. –Ela disse e ele por fim respirou fundo, os olhos avermelhados, a face acompanhava o olhar, seu semblante derrotado lhe dava o ar de um fracassado. Por um instante ele pensou ter morrido com aquela notícia. Candy abraçou-o de lado e então voltaram para a sala de espera onde o médico conversava algo com o pai de Faith, Justin apressou os paços e logo atreveu-se a perguntar:
- Como esta a Faith?
- Ela esta bem, perdeu um pouco de sangue pois o ferro do freio de mão perfurou sua perna, também teve alguns arranhões pela face, e com o impacto na cabeça ela desacordou. Mas já esta tudo bem, ela já acordou e nada muito grave aconteceu. –Comentou o doutor- A propósito minha filha é uma grande fã sua.
- Obrigado por cuidar da Faith doutor. –Ele disse educadamente lhe estendendo a mão- Quer que eu autografe algo para sua filha?
- Não será preciso, estou muito ocupado, também você deve estar querendo entrar para ver a paciente então não quero atrapalhar. –O gentil doutor Jefrey Goodman sorriu.- é a ultima porta a esquerda –Ele gesticulou na direção do corredor e fora na direção oposta dando a entender que já não iria para o quarto de Faith.
- Entrem primeiro, eu quero conversar com ela sozinho.
- Ela não quer você aqui, e se você pensa que vai ficar sozinho com a minha namorada esta muito enganado. –Phelipe cuspiu o encarando.
- Vá se ferrar seu merda, não aja como se mandasse nessa droga de hospital ou na Faith.
- Tem certeza que você quer falar sobre ter posse sobre Faith? Tem certeza que sou eu que ajo assim? –Retrucou
- Pelo amor de Deus meninos, parem, Phelipe a Faith vai decidir se quer ou não que ele entre, não você. –Candy pronunciou-se dando um basta na pequena discussão.


06:10 A.M


Justin abriu a porta podendo ter a visão de Faith, ela estava sentada recostada na cabeceira, os arranhões no canto esquerdo de sua face eram bastante visíveis, sua perna direita estava enfaixada e um bocadinho para fora do cobertor, sua cabeça também estava enfaixada e tudo aquilo tornava tudo pior, tornava tudo um bocado mais dramático do que deveria ser, afinal, ela realmente tentou suicídio? Ela quis ter uma escolha e não quis deixar por conta do destino? Ou era o destino mais uma vez brincando com sua vida.

Eu estava esperando os comentários mas vejo que ninguém vai comentar, então não adianta eu esperar, em fim eu vou ficar um tempo sem postar a partir do domingo que vem porque vou viajar, eu vou levar o notebook mas com certeza não vou poder escrever lá, então é isso, eu vou postar só esse capítulo durante toda semana porque (1) eu sei que não vai ter comentários pra postar outro capítulo essa semana (2) eu vou estar atolada de coisas pra fazer com os preparativos da viajem, e a escola (3) parece que vocês não estão gostando, as visualizações decaíram muito, e eu não sei mais oque agrada vocês, nada que eu posto agrada, e tem tantos seguidores aqui que parece que eu escrevo só lixo. EM FIM não vou pedir comentários porque não vou postar tão cedo, então esta por conta de vocês, até novembro. 

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