Eu estava me sentindo uma completa anormal naquela festa de mascaras -Ou talvez a unica normal- As luzes coloridas piscavam acima da minha cabeça, pessoas corriam e dançavam pela casa possivelmente drogadas e bêbadas, ao som que tocava algo como skrillex Scary monsters and Nice Sprites, eu quase não tinha a visão plena das pessoas a minha frente. Eu me sentia um tanto acanhada, demasiado que aquele vestido incomodava-me bastante, era
justo por de mais, e eu mal conseguia entender como alguém conseguia andar com aquilo.
- Toma isso -Kendall parou a minha frente empurrando-me uma taça.
- Eu já estou bebendo -Levantei minha taça ainda com o liquido pela metade.
- Eu sei, mas beba isso. Você precisa se soltar -Ela sorriu.
- Oque é isso? -Olhei para a taça e tinha um liquido avermelhado.
- É uma bebida que sempre pedimos -Kylie disse aparecendo ao nosso lado. Eu relaxei minha face, eu confiava na Kylie, ela não era uma vadia louca como a Kendall
- Tudo bem -Eu peguei a taça da mão de Kendall, ela bateu palminhas animadas, eu bebi aquele liquido avermelhado derramando na garganta de uma vez só, era doce.-
- Vai com calma -Kylie gargalhou
- É gostoso -Passei a linguá nos lábios
- Vamos beber mais ? -Kendall fez uma dancinha estranha, eu sorri. Eu estava cansada de ser politicamente correta, relaxei-me por completo naquele momento, eu só queria beber aquele liquido avermelhado gostoso e dançar. Elas passaram a frente abrindo caminho e eu as acompanhei caminhando com o ritmo da batida dançante de Skrillex. Chegamos no bar, e então me sentei deixando a minha taça com a bebida normal no balcão, a espera daquela gostosa bebida avermelhada... Kendall pediu uma, duas, três quatro rodadas daquele liquido, e eu já não tinha controle sob meu corpo ou paladar. Quando dei por mim eu dançava ao som de Sexy Bitch, um homem com braços torneados acompanhava-me na dança. E o melhor era que eu realmente não me importava com o dia seguinte. Ele agarrou minha cintura e eu o olhei nos olhos com minha visão aguçada, forcei a vista um pouco e me dei conta que era o Zac Efron, sem controle algum do meu corpo eu mordi o lábio inferior, e ele virou-me de costas ainda dançando comigo ao ritmo do som.
- Você dança bem -Ele sussurrou ao pé do meu ouvido, eu senti cada pelinho do meu corpo arrepiar-se.
- E você da pro gasto -Mordi o lábio
* * *
P.o.v Justin
- Aquela ali não é a Faith? -Khalil apontou com seu copo de sizzurp pra uma mulher, de vestido justo, e cabelos longos, fazendo-me tirar a atenção da mulher que estava em meu colo.
- Claro que não -Contestei
- Cara, é ela -Ele continuou- E ela ta se esfregando com um cara
- Para de ser babaca, eu já disse que aquela vadia é minha e ningu... -Parei de falar quando vi a mulher virar sua face rubra para mim, em meio as luzes coloridas eu tive certeza que era ela ali, mesmo por trás de sua mascara preta. Ela mordia os lábios enquanto dançava junto ao cara, que apertava sua fina cintura modelada naquele vestido justo. - Sai daqui vadia -Empurrei a prostituta
- Ai -Ela grunhiu se levantando-
- Cara -Khalil gargalhou em um tom zombateiro- Ela ta praticamente dando pro cara na pista de dança, se ela é sua eu não sei mas que ela ta sendo dele agora eu tenho certeza -Ele continuou, eu me levantei
- Vou acabar com essa palhaçada é agora -Me levantei, sem esperar que Khalil me acompanhasse, meu sangue fervia, eu queria quebrar cada osso daquela vadia. Ela só podia estar bêbada, esbarrando nas pessoas sem me importar com as reclamações alheias eu desci os poucos degraus. Contentei minha respiração e serrei o punho ao chegar naquela poca vergonha.
- Oque você esta fazendo? -Perguntei-a, ela levantou a cabeça e gargalhou
- Quem é você? -Eu respirei fundo contendo a vontade de agarra-la pelo cotovelo e leva-la pra casa quando perguntou aquilo
- Você ta brincando comigo, não é Faith? Você só pode estar testando a minha paciência -Eu a olhei, o cara que por acaso era Zac, olhou-me
- Ela já esta acompanhada -Ele agarrou em sua cintura- E você se da melhor com prostitutas do que com mulheres de verdade
- É isso -Ela riu pondo seu dedo em meus lábios, eu respirei fundo trincando o maxilar- Você não se da bem com mulheres de verdade
- Você vem comigo -Agarrei em seu braço puxando-a para mim, caramba aquilo estava me irritando. Ela era minha, por que esses filhos da mãe não entendem isso? Eu preciso escrever, ou desenhar para que as pessoas e ela mesma entenda? -
- Cara, solta ela -O babaca tentou puxa-la de volta mas eu passei a frente da pondo-a atrás de mim, olhei-o nos olhos aproximando-me dele
- Se você tocar nela de novo eu vou quebrar a sua cara
- É mesmo? -Ele gargalhou tombando a cabeça pra trás-
- Eu não vou falar de novo -Rosnei e o ignorei agarrei Faith pelo braço e puxei-a para fora percebendo os malditos olhares. Ela puxou seu braço de volta fazendo-me virar para olha-la
- Eu não quero ir embora com você -Ela soluçou, e prendeu um riso em seguida
- Você não tem querer -Tentei pegar em sua mão mas ela puxou-a para si novamente, a olhei contendo o ódio a raiva e a impaciência
- Você não pode me obrigar a ir com você, Justin.
- E oque você quer? Ficar aqui e agir como uma vadia? Vá em frente, continue agindo como uma vadia
- Eu não sou vadia -Ela contestou- E eu prefiro ficar aqui do que ir com você
- Você esta me irritando -Falei entre-dentes, ela deu de ombros mudando seu samblante
- Eu não estou nem aí -Ela virou as costas mas agarrei em seu cotovelo impaciente
- Porra nem uma que mulher minha vai dar pra qualquer um hoje -Puxei-a novamente sem dar chances dela sair de meus braços. Ela estava mole, bêbada e me dando vontade de bater nela até ela virar mulher direita. Ela tentou sair mais eu consegui leva-la para fora da festa, coloquei-a no banco da frente e pude vê-la cruzar os braços emburrada. fechei a porta e dei a volta entrando no mesmo, dei a partida acelerando o mais rápido possível, minhas mãos coçavam por bater naquela vadia, aquilo era meio sádico, era masoquista mas eu gostava de bater nela, era satisfatório, um tipo de desejo estranho, porem satisfatório.
- Por que você não me deixou lá? Eu estava me divertindo
- Agindo como uma prostituta?
- Eu só estava dançando -Ela contestou
- Uma prostituta dança assim pra mim.
- Eu não sei por que você se importa, você não me vê tirando você do meio das suas vadias, como se eu fosse sua dona
- Por que você não é
- Isso mesmo, e você não é meu dono, você não é nada meu e eu não sou nada sua
- Você deve ser surda.
* * *
- O-oque você esta fazendo, Faith? -Sussurrei quase sem voz quando a vi sentada na banheira abraçada a seus joelhos e soluçando entre soluços, me escorei na porta sem saber oque fazer.
- Sai daqui -Ela choramingou.
- Bêbada chorona.
- Sai daqui -Gritou
- Por que esta chorando?
- Por que eu odeio você, eu odeio estar aqui, e por que você me odeia. Só isso -Ela gaguejou entre soluços, eu recostei minha cabeça na porta e cruzei os braços respirando fundo, senti-me receoso com oque havia dito
- Eu não odeio você, Faith -Falei relutante
- Odeia sim, você deixa isso claro a cada segundo que eu passo aqui -Ela soluçou deploravelmente e fungou- Droga eu só queria me divertir pelo menos um minutos nessa casa, eu só queria seu abraço quando cheguei, eu só queria que nada fosse como esta sendo
- Você queria me conhecer e conheceu
- Eu me arrependo imensamente disso -Ela secou as lagrimas e fungou.
- Eu não odeio você -Senti que era preciso dizer aquilo novamente, por que eu não a odiava, eu gostava de sua companhia, gostava das nossas discussões, gostava de estar com ela. Mas ela não precisava saber disso
- Achei que era um ódio mutuo -Ela deixou escapar um meio sorriso no canto direito dos lábios finos.
- Você me irrita, mas isso não quer dizer que eu te odeio.
- Você é mal -Sua voz embriagada saiu falha, eu engoli em seco
- Sou é?
- Você não é nem um pouco gostável -Ela disse soltando seus joelhos e se deitou na banheira.
- Não preciso ser gostável se tenho dinheiro
- Seu dinheiro não me comprou -Ela grunhiu fechando os olhos- Seu dinheiro não compra o amor de sua família que você destrata, seu dinheiro não compra o amor de alguém, seu dinheiro pode comprar seus amigos, mas não pode comprar alguém que se importa com você de verdade
- E você se importa comigo? -Gargalhei, ela abriu os olhos brevemente.
- Talvez eu me importe, talvez não. -Ela retornou a fechar os olhos, eu dei de ombros e a deixei no banheiro. Fui até meu quarto e tirei minha gravata, tirei os sapatos e o terno. Aquela vadia estragou minha noite, o pior é que eu não conseguia me entender, era estranho eu sentir tanta posse por ela, não era ciumes, era posse, eu estava possessivo, e aquilo era estranho. Eu nunca liguei nem pra vadia da Selena, quem dirá a qualquer outra, mas Faith. Caramba ver outro olhando-a de maneira suja me da nos nervos, me deixa furioso e enfezado. Resolvi tomar um banho gelado pra dispensar tais pensamentos. Depois do banho vesti uma cueca e me deitei, quando eu estava prestes a pegar literalmente no sono senti a cama afundar ao meu lado e os braços gelados de Faith envolverem-me a cintura.
- Ta fazendo oque? -Virei-me para ela, que tinha os cabelos molhados e os olhos avoados.
- Ta frio lá no quarto.
- Tem coberto lá não?
- Não -Ela tocou-me a face e eu recuei um pouco.
- Oque você esta fazendo sua bêbada bipolar?
- Você sempre pede carinho -Dessa vez deixei-a acariciar minha face.
- Você é estranha.
- Estou bêbada, aproveite -Ela gargalhou-me baixinho. Porem por algum motivo imbecil eu não tinha vontade alguma de transar com ela. Eu só queria sentir pela primeira vez ela acariciando-me por vontade própria- Eu quero ir pra casa -Seu tom era quase inaudível
- É mesmo? -Minha voz saiu falha, mas me recompus, eu só podia estar bêbado, não havia um motivo para eu estar agindo daquela forma.
- Você poderia pedir pra cancelarem o contrato com aquela empresa, e nós dois nos livraríamos disso -Ela suspirou, eu engoli em seco
- Eu não posso.
- Tenta
- Eu não quero
- Por que?
- Por que eu gosto de transar com você -Sorri sacana, não era exatamente aquilo que eu queria dizer, mas ela não precisava saber, ela passou suas unhas em meu pescoço e colou nossos lábios, seu beijo era calmo, e mentolado como um cigarro, só ela beija-me daquela forma, e eu só retribuía a ela daquela forma e aquilo me assustava.
Vou postar a maratona de Flatline hoje, e bom, eu não sei se vou poder postar essas próximas semanas, espero que esses capítulos compensem




amei continua
ResponderExcluirta perfeito continuaa
ResponderExcluircontinuaaa continuaaa
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