9.10.2014

Flatline - 24º Capítulo

| |
 
Capítulo inspirado no clipe Why'd You only call me when you're Hight? 


- Namora comigo? –Ele perguntou pela segunda vez
- Namorar? Com você? Hum –Ela respondeu enquanto distribui-a doces beijos em torno de seu pescoço- Quantos beijos e horas de sexo ganharei por isso?
- Se você mudar pra cá, pode ser a todo tempo. –Ela pode sentir a risada nasalada dele contra sua bochecha.
- Aceito namorar com você, mas terá que cumprir esse trato. –Um sorriso sacana moldava o canto de sua boca.
- Não será nada difícil senhorita ninfomaníaca.


* * *

Era uma tarde calorosa de setembro, por mais que costumasse fazer um pouco de frio naquela época do ano. não passava de meados três da tarde quando Faith sentiu o vento forte contra sua face pálida trazendo um frio constante. As folhas caídas inundavam todo cemitério. Ela agarrava com força um buque de lírios contra o peito ao lado de seu pai, era costume ambos tirarem um dia da semana para visitar a mãe e o irmão ao cemitério. Nas lápides de mármore, onde um estava enterrado ao lado do outro, ambos diziam “Um bom irmão, filho e amigo” “Uma boa mãe, filha e esposa”. As lagrimas indesejadas teimavam em molhar a face esbranquiçada de Faith, ela dessa vez não tinha seus famosos algodões no nariz, naquele dia não havia sangrado. A mãe de Faith, havia morrido de leucemia quando ela tinha em meados 13 anos, foram anos difíceis pra toda família pois três anos antes seu irmão de 19 anos havia falecido por overdose. Nunca se soube ao certo se fora suicídio ou se fora apenas uma overdose de drogas inesperada. Matheus nunca dera sinal de ser uma pessoa infeliz, tinha muitos amigos, era popular entre as garotas, e era alem de tudo um bom filho, até entrar no mundo das drogas... Os pais de Faith passaram um ano em desespero com o filho viciado, sem entender o porque dele ter escolhido aquele triste caminho... Mal eles sabiam que por trás daquele sorriso havia a escuridão e a incerteza dentro dele. Levando-o ao suicídio, no fundo pensava que não fazia parte daquele mundo, sabia que tinha uma escolha, tinha um caminho, e seu, por mais que causasse dor em seus familiares, era a morte por escolha própria, acolheu-a como uma boa e velha amiga.
- Eu acho que estou doente. –Faith disse pondo os lírios na lapide do irmão enquanto seu pai punha na de sua mãe
- Doente? –Ele ergueu uma sombra-celha confuso- Esta gripada? Pneumonia? Sua bronquite esta atacando?
- Eu não quero saber oque eu tenho, eu sinto que não vou gostar do que posso ouvir.
- I-i-sso tem a ver com seu sangramento e sua dificuldade em dormir? –Ele gaguejou
- Pode não ser nada –Ela abraçou a si mesma- O Phelipe marcou uma consulta pra mim, talvez eles podem dizer que é apenas uma anemia e vão passar uns remédios.
- Quem é Phelipe?
- Meu amigo. Digo meu namorado. –Corrigiu-se em um meio sorriso
- Por que eu não o conheço?
- Por que deveria? Eu já estou até me mudando –Ela revirou os olhos e virou-se dando as costas as lapides.
- Acha que consegue viver com o salário que ganha no cinema? –Ele a acompanhou- Você não esta pronta pra morar sozinha
- Eu já moro sozinha, só o vejo no jantar –Ela resmungou
- Porque eu trabalho, querida.
- Eu tenho 18 anos, eu preciso me mudar... O Phelipe me chamou pra dividir o apartamento com ele, talvez eu vá, podemos dividir as despesas.
- Você não vai morar com rapaz algum –Ele disse firme.- Você não pode deixar tudo pra ir morar com alguém assim, querida é tão cedo pra isso.
- A escolha não é sua –Ela contestou ao sair do local do cemitério.
- É claro que é. –A acompanhou
- Você não se importa papai, eu não sei porque faz tanta questão por me ter em casa.
- Você é minha única filha, não entende que só temos a nós mesmos no mundo querida?
- Eu sei papai –Ela suspirou parando em frente ao carro, olhou-o percebendo que aquilo realmente era verdade mas ela não podia ficar pra sempre ali, tinha de tomar decisões.– Mas eu preciso crescer, não vou pra outro país, só vou pra um bairro diferente
- Não estou pronto para deixa-la ir.
- Sinto muito mas essa escolha não depende de você papai.

* * *

- Faith? Faith? Amiga? Ta tudo bem? Abre a porta –Gritou Candy, Faith tinha cabelos em suas mãos já sem acreditar que aqueles sintomas voltavam a tona em sua vida, exatamente como acontecera com sua mãe a alguns anos atrás, no entanto ela se recusa a pensar naquela hipótese. Seu nariz então regressou a sangrar intensamente a fazendo enfiar novamente os algodões nos mesmos, ela engoliu o choro secando as lagrimas repetindo a si mesmo “É só anemia” “é só anemia”. Jogou os cabelos que estavam em suas mãos na lixeira. Respirou fundo e abriu a porta do banheiro?
- oque aconteceu? Caramba você esta vermelha, por que estava chorando?
- Eu ando tão branca que um espirro já me deixa toda avermelhada –Ela desconversou.
- Por que demorou?
- Estava tentando dar um jeito no cabelo, você sabe. É difícil.
- Sei –Seu tom era duvidoso no entanto deu-se por convencida- Ok, vamos? Não podemos perder essa festa
- Vamos –Ela forçou o quanto pode um sorriso, acendeu um cigarro e saíram da casa de sua casa o mais rápido que puderam, Candy estava de vestido, um discreto vestido preto, e saltos exagerados deixando-a ligeiramente alta, enquanto Faith estava de calças jeans justa, saltos e uma camiseta. O que lhe dava um ar de universitária, com o cigarro a queimar nos dedos ela deu a partida no carro podendo ouvir a batida de The Strokes tocar alto em seu carro. Someday ecoava em seus ouvidos fazendo com que ela deixasse de pensar um pouco naquela duvida, era apenas uma anemia, nada que pudesse resultar em sua morte, ela pensou.
- In many ways, they'll miss the good old days Someday, someday –Cantarolaram juntas, Faith pois o cotovelo na janela e soltou a fumaça do cigarro para fora do carro enquanto continuava a cantarolar aquela musica que sempre a fazia lembrar dos dias com Justin, eram terríveis, no entanto ela nunca sentiu falta de algo terrível como estava sentindo naquele momento.

* * *

Já em Los Angeles Justin não estava lá tão diferente, não passava das oito e ele transmitia toda sua saudade e dor em suas musicas, em um dia compôs exatamente três músicas. Sem se importar com o mundo la fora, ele estava triste, e tudo que não queria era sair de casa, não conseguia olhar para outras mulheres, não conseguia se quer ter a força de vontade de levantar-se da cama. Após a ligação ele decaiu-se por completo, dois dias após ouvir aquelas palavras de Phelipe e ele continuava com aquele mesmo semblante de derrotado. Scooter tirou os olhos das composições, e olhou para Justin.
- Quando fizeste isso?
- Hoje, por que?
- São pra Faith? –um suspiro doloroso rasgou a garganta de Justin.
- Precisa ser pra alguém?
- Bem. Não, mas aqui você sita bem claro em Bad Day: “Não, eu não pensei que tinha acabado, Até que você foi embora, Como se não fosse nada” , e em Recovery você também deixa a entender que é pra ela em bastantes estrofes como essa aqui “Sentindo falta das suas boas intenções, Sentindo sua falta à distância, espero que você se sinta assim também”. São muito boas
- Ninguém vai pensar que é pra ela –Ele balbuciou tomando um gole de seu café,suas olheiras eram extremamente visíveis.
- Talvez, quer gravar alguma?
- Estava pensando em escrever mais, pra poder fazer um álbum sabe? –Ele disse baixo
- Ótimo, após tantos meses vai ser bom você começar a criar coisas novas.
- Hum, ok. –Ele resmungou
- Gosta mesmo dela? –Scooter perguntou-o.
Ele hesitou
- Eu já disse que não escrevo por ser pra alguém, eu escrevo porque vem na cabeça.
- Oque você sente. –Tinha aquela obviedade em seu tom a deixar claro tal afirmação.- Eu te conheço, Justin.
- Você me conhecia –Corrigiu-o forçando um sorriso sem humor.
- É difícil admitir quando amamos não é? Pra você parece ser pior do que para os outros.
- Eu não ... –Ele suspirou e calou-se por um tempo, escorou os cotovelos nos joelhos e enfiou as mãos na face. Suspirou, suspirou, e suspirou como se seus suspiros fossem fazer esvair a saudade.
- Eu não sei porque continua perdendo tempo aqui, qualquer um podia ver que havia muito mais do que ódio e raiva entre vocês. Vá atrás dela, você pode.
- Pra que? Pra ouvi-la dizer a mesma merda? Pra ouvi-la dizer que já tem outro? Pra que vou perder a porra do meu tempo com isso Scooter? –Levantou a face em um rugir irritado.  
- Já tentou? Já ligou pra ela?
- Já, já liguei mas ela prefere outro, ela sempre quis aquele imbecil mesma quando estava aqui.
- Quantas vezes ligou?
- Uma. –Ele disse em um suspiro
- Justin, se passaram três meses e você só ligou pra ela UMA vez? Qual é o teu problema garoto?
- Quer que eu faça oque porra? Ela esta namorando
- Você algum dia disse a ela como se sentia?
- Não havia porque.
- Se você não dizer ela, nunca irá saber se ela te perdoaria.
- Talvez ela entenda minhas músicas.
- Se ela escuta-las.
- Eu sei que ela vai –Ele sorriu cansado. Ele se levantou da mesa em que estava na cozinha de sua casa e acendeu um cigarro olhando pela janela. A escuridão engolia qualquer rastro que deixasse parecer que ali o sol brilhava, um suspiro nostálgico regrassou a rasgar-lhe a garganta, ele fumou seu cigarro soltando a densa fumaça do seu Camel. Passos pesados o fez virar-se para trás para ver quem adentrava a cozinha, Khalil e Poo Bear puxaram uma cadeira e sentaram-se olhando-o com divertimento.
- A Barbara vai dar uma festa hoje –Começou Poo-
- Achamos que seria uma boa você ir –Khalil completou
- Não, eu to legal em casa –Ele retornou a olhar para a janela escancarada trazendo a luz da lua que invadia a enorme cozinha.
- Não te reconheço mais –Khalil bufou- Cara, tem milhares de vadias nos esperando e você esta a dois meses trancado dentro dessa casa.
- Sei que oque faz já não desrespeito a mim mas, eu devo concordar que você precisa sair um pouco –Disse Scooter a ele sem ao menos retirar os olhos das folhas com os rabiscos de músicas escrito.
- Eu to legal em casa –Repetiu ele desanimado
- Se não vai correr atrás dela, então esquece-a, não fique aí perdendo seu tempo enquanto ela se diverte com aquele namoradinho dela. –Questionou Poo
- Vão se ferrar eu só não quero sair, não é por causa dela.
- Vamos lá então –Khalil animou-se levantando-se- Vamos voltar a caça –Ele deu tapas em suas costas. No entanto aquilo não o animou muito, nem uma delas era Faith. Então pouco o importava.

* * *

- Sozinha por que? Onde esta Candy? –Phelipe perguntara a Faith quando a viu em um canto afastado, escorada em uma parede, tinha em volta dela sua famosa nuvem densa de fumaça, e segurava um copo cheio de uísque.
- Deve estar correndo atrás de um de seus amigos. –Ela deu um gole no uísque recusando-se a se render a típica careta.
- Esta tudo bem?
- Bem –Ela riu avoada um tanto bêbada- Estou ótima, essa festa faz-me lembrar um pouco de uns meses atrás.
- Na casa do Justin?
- É –Ela derramou outro gole garganta a baixo- Eu nunca aproveitei, ele não me deixava fazer nada.
- Hum –Murmurou ele desconfortável com tal assunto.
- As vezes eu fico pensando oque aconteceu com ele depois disso, bem, não me lembro de ter saído nem uma notícia dele alem de que ele tinha tirado férias.
- Ainda é fã dele? –Ele molhou os lábios olhando-o ao lembrar do telefone que ele havia recebido, afinal a primeira coisa que Bieber havia dito era que a amava.
- Fã do Justin? –Ela tombou a cabeça em uma gargalhada bêbada- Amor, posso ser muitas coisas menos fã daquele viciado desprezível.
- Há bom, então não se importaria em saber que ele te ligou –Ela desmanchou o sorriso olhando-o
- Oque? 
- Há uns três dias, mas eu atendi então ele desligou.
- Oque ele disse?
- Nada de mais –Mentiu- Só ficou irritado por eu ter atendido e disse que não era pra dizer que ele ligou. –Ela tragou o cigarro e recostou-se na parede, sentiu sua boca ficar seca, e sua cabeça girar, Justin havia ligado. Então ele se lembrava? O fato era que ela queria ter atendido aquele telefonema e ouvir a voz dele novamente, nem que ele estivesse xingando-a como sempre o fazia. Junto com aquela vontade oculta lhe veio a mente as lembranças daquele mês, o pior e o melhor mês de sua vida, mesmo que tivesse tido grande porcentagem de dias piores aqueles poucos momentos doces tornaram-se inesquecíveis e nostálgicos para ela.
- Vou dar uma volta –Desconversou ela amuada- Se importa? –Ele respondeu negando com a cabeça, Ela levou o cigarro até os lábios sugando intensamente aquela fumaça que a destruía a cada minuto de sua vida que ela sentia que já estava contada sem antes mesmo ter a comprovação dos médicos. O som era bastante alto, era a melhor festa indie da cidade, todo mês um grupo de estudantes da sua universidade fazia aquela festa dedicada a uma banda diferente, a banda daquela noite era The Killers, e Faith era fã o suficiente para cantarolar baixinho todas as musicas que inundava seus tímpanos naquela noite. O bom de festas como aquela, era que não era aquela coisa que ela via em outras festas, tudo era mais suave, as pessoas se embebedavam, fumavam cigarros com fumaças extremamente densas, e os únicos movimentos de danças que faziam eram de um lado para outro ou balançando a cabeça ao ritmo da música. Aquilo era uma maneira suave de se aproveita aquelas lindas musicas com os amigos. Faith soltou a fumaça que prendia na boca formando bolinhas no ar, brincando com as mesmas enquanto caminhava sem rumo, um sorriso brincava-lhe tristonho no canto dos lábios secos, ela deu um gole no uísque e dessa vez permitiu-se fazer uma típica careta de quem comeu e não gostou, sentindo o uísque rasgar-lhe por completo a garganta.
- Oh, me desculpe –Ela murmurou ao ver que seu corpo colidia em alguém, o álcool que corria em suas veias fracas fez com que ela visse a pessoa um tanto borrada, ela forçou os olhos podendo ver a pessoa. – Julieta
- Veja se não é a celebridade da cidade – O tom condescendente de sua voz era visível.
- Celebridade – Ela riu juntando as sombra celhas, aquela palavra suava engraçada ao seu ver.
- Seus minutinhos de fama acabaram não é? Como é ser uma modinha passageira na boca das pessoas?
- É ótimo, porque as pessoas se esqueceram, e eu estou amando isso –Ela deu de ombros dando um gole no uísque-
- Deveria, por que o único motivo pelo qual Phelipe quis você foi por que ele também ficaria mais famoso.
- Engraçado, então por que será que mesmo depois que meus “minutinhos” de fama acabaram ele continua comigo? – Ela deu outro longo gole no uísque com divertimento em seu tom.
- Em breve ele lhe dará um pé na bunda e irá esquecer disso, sei que esse foi o único motivo pelo qual ele me deixou.
- Quanto rancor –Riu com tamanho sarcasmo- Pega ele e guarda pra você, tenho uma festa pra aproveitar e você esta estragando. –Então ela simplesmente saiu dando de ombros e ignorando o falatório de Julieta. Pois o cigarro nos lábios tragando-o, realmente não ligava para aquela baboseira toda de pessoas a bajulando e pessoas a odiando.
- Ei, Ei Faith –Ouviu alguém chamar por seu nome como quase num sussurro por conta do som alto, virou-se para o lado fitando Lucas, seu primeira namorado. Ele estava encapuzado, os olhos avermelhados e as mãos enfiadas no bolso, encostado na parede perto a escada.
- E ae? –Ela caminhou até ele em paços vagarosos.
- Quase não te reconheci –As mãos rápidas dele agarram-na pela cintura puxando-a para si, deu um rápido beijo em sua face.
- E você, faz oque ai no escuro? –Ela se afastou tonteando um pouco.
- To muito chapado –Ele riu.
- Ta usando oque?
- Coca, quer um pouco? –Ele murmurou, ela balançou a cabeça.
- Eu já estou bêbada e você quer me drogar?
- Já te falaram que é bom quando você esta ouvindo a musica certa?
- Não –Ela deu um longo gole no uísque em seguida percebendo que já não tinha mais para mais um gole.
- Deveria.
- Não, obrigado –Ela olhou para o copo vazio sentindo a vista embaçar mais, e tragou seu cigarro.
- Eu tenho LSD se quiser.
- E essa coisa vai me matar de quê? –Ela riu
- De nada, só vai te fazer aproveitar mais a festa.
- Se eu morrer eu volto pra puxar teu pé de madrugada pelo resto da tua vida –Ela disse risonha.
- Tem minha palavra –Ele murmurou rindo, e entregou para ela uma bala tão fina quanto papel, pequena e quadrada.- Colaca de baixo da língua e deixa dissolver –Ela fez como ele mandou, apagou o cigarro e apertou mais o copo em sua mão, seu organismo obviamente já não estava normal por conta do álcool, e também com aquela droga era milagre ela reagir bem a aquilo. No entanto ela ainda estava surpresa e confusa por estar daquela forma pelo telefone não atendido de Justin. Tudo que ela conseguia pensar era, por que ele havia ligado.
- Vou dar uma volta –Ela coçou os olhos, e subiu as escadas já sentindo algo mudar, e não demorou muito para que as alucinações dela começassem. Ela se apoiou no corrimão enquanto subia e sentiu sua mão afundar como se tivesse ultrapassado o corrimão, ela puxou o braço de volta do corrimão. Forçou a vista sem entender o ocorrido e caminhou vagarosamente de novo, quando olhou para o começo da escada, ela arregalou os olhos ao ver uma antiga colega de escola ajoelhar a frente de um homem e abaixar suas calças, ela arregalou os olhos e deu meia volta, aquele homem parecia-se com Bieber. Eram duas alternativas, ou aquela festa havia se tornado uma filmagem de um filme pornô com Justin, ou aquilo era apenas o efeito estranho da droga em seu organismo. Ela coçou os olhos e olhou por cima do ombro para o topo da escada novamente, vendo somente sua antiga amiga a conversar com sua colega de apartamento Bruna. Oque lhe fazia ter a certeza que aquilo era apenas coisa de sua cabeça. Ela desceu as escadas e deixou o copo que segurava em qualquer lugar, sentindo a bala dissolver em seus lábios, ela olhou para um canto escuro da festa, e pode ver que as cinco pessoas dali estavam nuas e uma delas incrivelmente se parecia com Justin, oque lhe deu vontade de gargalhar, ela prendeu o riso na garganta e voltou a andar pela festa, as luzes piscando intensamente a cima de sua cabeça fazendo-a forçar a vista pelo que estava a seguir, um garoto encapuzado dando a impressão que era Justin passava correndo a sua frente e ia em direção a parede pulando contra ela e ultrapassando a mesma, ela juntou as sombra celhas olhando aquilo sem acreditas, cambaleou coçando os olhos. Andou vagarosamente entre as pessoas, tendo a surpresa de ao olhar para o lado ver Justin e beijar o pescoço de uma mulher enquanto apertava-lhe os seios descobertos, ela parou sem entender e piscou algumas vezes assustada. Olhou novamente e tudo que ela podia ver ali era Luiza encarando-a de maneira interrogatória. Ela balançou a cabeça e tornou a caminhar pela festa, aquela era a coisa mais estranha pela qual ela já havia passado, tudo estava tão confuso e louco. Era assim que o irmão dela ficava? Aquilo era estranho de mais para querer se viciar, era um universo paralelo bastante peculiar e estranho. Ao sair da parte de dentro do local da festa ela, cambaleou esbarrando em um homem, que ao se virar era Justin, ela forçou a vista olhando-o
- E ai gatinha? –Disse ele, ela piscou algumas vezes- Conheço você
- Eu também acho que conheço você –Ela disse levantando o dedo indicador e pondo-o frente a boca abrindo-a em menção de dizer algo, no entanto ao forçar mais a vista ela percebeu que de certo não era Justin.
- Você é a famosa Collins não é? –Ele sorriu, ela juntou as sombra celhas.
- Te confundi com outra pessoa, tenho que ir –Ela desconversou voltando a andar, tornou seu percurso olhando para a piscina, onde Justin imprensava uma garota contra a borda piscina enquanto ela abria a boca em gemidos, oque fez Faith balançar a cabeça novamente e coçar os olhos.
- Faith, Faith você esta me ouvindo? –A voz de Candy a fazia sair do transe, ela virou-se para amiga mas não via ela, e sim Justin. Ela abriu a boca sem acreditar
- Justin? –Ela ergueu uma sombra celha
- Oque? Faith? Oque você bebeu? Sou eu, Candy –Ela agarrou-lhe os ombros sacudindo-a de leve, fazendo-a voltar a si e ver a amiga.
- Eu to vendo o Justin em todo lugar –Respondeu
- Oque? Oque você tomou?
- O Lucas me ofereceu LSD e eu aceitei, mas eu não consigo parar de ver Justin transando com outras, ou pessoas nuas –Respondeu-a em um tom pausado- Juro por Deus que vi um cara atravessar uma parede, e acho que era o Justin.
- Seu ex namorado? Por que aceitou? Pessoas nuas? Oque? Você esta chapada pra cacete –Disse a amiga contendo uma risada inapropriada, e ela pode ver a face de Candy derreter como chocolate, ela arregalou os olhos e tocou a face da amiga como se fosse algo magnífico.
- Uau –Ela murmurou, Candy bufou tirando as mãos de Faith de sua face fazendo gargalhar.- Seu rosto ta derretendo
- Joga fora –Disse firme mudando seu semblante
- Oque?
- Joga oque ta na tua boca fora agora –A Face de Candy voltou ao normal, ela cruzou os braços.
- Ta –Ela cuspiu o LSD que estava em baixo de sua língua quase todo dissolvido.
- Quer um copo de água?
- Oque ela tem? –Faith se virou a procura da voz podendo ver novamente Justin atrás da mesma, ela forçou a vista outra vez desacreditada, aquilo era loucura, não podia haver tantos Justin, e ela não podia gostar tanto dele a ponto de pensar somente nele, ela não podia estar com tanta saudade assim, ou podia?
- Justin? É você?–Ela murmurou
- Faith, o Justin esta a um milhão de quilômetros daqui em uma festa na casa da Barbara, quem você esta vendo é o Phelipe –Ela disse, no entanto Faith continuou vendo Justin, fez de tudo, coçou os olhos, forçou a vista, balançou a cabeça, piscou inúmeras vezes, mas continuou vendo Justin.
- Tem certeza? –Ela se virou para Candy assustada- Por que eu só consigo ver o Justin.
- Do que ela esta falando? –Phelipe ergueu uma sombra celha para Candy.
- Ela tomou LSD e esta vendo o Justin em todo lugar –Respondeu, Phelipe semi-serrou os olhos sem conseguir conter a expressão fria e ciumenta
- Por que ela tomou isso? Quem deu essa merda a ela?
- Eu ainda estou aqui, Justin. –Ela resmungou
- Eu não sou aquele merda, Faith. –Grunhiu ele.- Qual é o seu problema?
- Faith? Ta tudo bem? Quer molhar o rosto? –Candy segurou-a pelo ombro, ela balançou a cabeça-
- Se eu sair daqui voltarei a ver pessoas transando
- Puta merda – Candy não conseguiu esconder uma gargalhada, Phelipe continuava incomodado.- Você ta muito chapada
- Vou pegar um copo de água pra molhar o rosto dela –Ele murmurou saindo do campo de visão de Candy e Faith. Candy ainda risonha agarrou Faith pelo braço conduzindo-a até uma espreguiçadeira na beira da piscina. Faith se sentou e tirou o celular do bolso forçou a vista e sem ao menos pensar digitou duas mensagens seguidas para Justin.

“Você esta me seguindo?”
“Quando chegou ao Brasil? Droga, você esta em todo lugar.”

Ela enviou a mensagem e olhou para palma de sua mão, vendo seu celular afundar na mesma como se tivesse ultrapassado sua carne, ela coçou a nuca juntando as sombra celhas.
- Oque foi, Faith? –Ouviu novamente a voz de Candy invadir seus tímpanos junto ao som que vinha de dentro da casa.
- Meu celular cara, acho que virei mutante –Ela respondeu em quase um resmungo, tirando mais uma gargalhada divertida de Candy-
- Relaxa, você vai voltar a ser humana daqui a pouco.
Faith apertou os olhos e balançou a cabeça fechando sua mão sentindo o celular na palma da mesma, levantou os olhos olhando novamente para a piscina, vendo Justin pular completamente nu ao lado de Kendall na piscina. Ao olhar novamente ela percebeu que na verdade ninguém pulava na piscina e aquilo estava deixando-a completamente perturbada, ali mesmo prometeu a si mesma nunca mais usar aquela droga, aquilo era insano, louco e não suportável, ver Justin em todo lugar era louco e paranoico. Phelipe sentou-se ao seu lado, e ela virou o rosto para que pudesse vê-lo, e só então ela viu o rosto de Phelipe, os olhos cinzentos fitavam-na intensamente enquanto ele colocava um pouco de água nas mãos, enquanto ela se inclinava para que ele pudesse passar a água em seu rosto. Ela fechou os olhos sentindo a água gelada, escorou-se no ombro de Phelipe quando o mesmo já havia retirado as mãos de sua face.
- Você não deveria usar isso.
- Sabe oque eu quero? –Ela em um súbito repentino de adrenalina levantou-se ela olhando para Candy e Phelipe- Quero dançar, eu não vim para essa festa para ficar parada –Ela sorriu e saiu andando para dentro da casa, decidida que iria parar de ver Justin em todo lugar.

* * *

- Deita, vai. Você precisa dormir um pouco –O sol das seis já era visível quando Phelipe finalmente conseguiu por Faith na cama, após um banho gelado. Porem na mente dela, não era Phelipe e sim Justin, oque o irritava intensamente mas mesmo assim não se irritou o suficiente para não ajuda-la.
- Deita comigo –Ela puxou-o fazendo-o dentar-se ao seu lado da cama. Ele suspirou dando-se por vencido, uma gargalhada divertida ecoava da boca de Faith, que ao perceber que ele havia cedido passou sua perna por cima de sua cintura e sentou em seu colo, vendo a face rubra de Justin a fita-la com aquele olhar que só ele dava. Ela contentou a risada se inclinou pronta para beija-lo nos lábios após exatos 92 dias. No entanto Phelipe desviou e olhou-a sério, ela estava tornando tudo aquilo tão difícil para ele que chegava a machuca-lo.
- Acho melhor irmos dormir –Ele tentou tira-la de seu colo, demasiado que Faith não facilitara nada para ele.
- Por que você não quer me beijar?
- Nos beijamos mais cedo. –Ele forçou-lhe um sorriso.
- Não, você sabe. Nós não nos vemos a meses.
- Quer saber? –Ele bufou enchendo-se das alucinações de Faith com, Justin. Tirou-a de seu colo e se levantou impaciente.- Vou dormir na sala.

* * *

Bieber coçou olhos lendo aquelas mensagens pela terceira vez, enquanto ele tomava um café forte na cozinha ao meio dia, seu cabelo estava desgrenhado, seu pescoço avermelhado com marcas de chupões e sua cabeça latejava, indicando uma noite e tanto que tivera. Antes de ler a mensagem de Faith ele via notificações de pessoas marcando ele em fotos no instagram e seus amigos no twitter comentando sobre aquilo em códigos. Já ele, bebera tanto que mal se lembrava do que tinha feito. Regressou a coçar os olhos sem acreditar que ela havia lhe mandado aquelas mensagens. A pergunta era, ela estava chapada? Por que ela perguntaria coisas insanas como aquela, ele nunca pois os pés ao Brasil, e muito menos teve a coragem de ir atrás dela. Deu um gole no café e ouviu paços a entrar na cozinha, não se importou em olhar para pessoa que entrava, apenas continuou relendo as duas mensagens sem saber se ligava ou respondia perguntando se ela havia endoidado.
- Bom dia –uma voz aguda ecoava em seus tímpanos seguido de um beijo no rosto, que o fez recoar para trás e olhar para Kiara.
- Ta fazendo oque na minha casa ainda?
- O que? –Ela arregalou os olhos sem entender o porquê da grosseria.
- Me ouviu falar grego? Acho que me entendeste bem, sei que não a de ser surda.
- Mas por que? E ontem a noite?
- Ou sai da minha casa em cinco minutos e tira a porra da minha roupa, ou eu mando os seguranças fazerem isso por você –Grunhiu. Ela lutou Para não deixar o queixo cair com tamanha hostilidade do louro.
- Grosso –Ela disse dando-o as costas, ele deu de ombros ignorando o bater de pés firmes da moça que saia de sua cozinha irritada

Já no apartamento de Phelipe, Faith acordava com a luz do sol brilhar intensamente contra seu rosto, as janelas escancaradas, fazendo-a praguejar Phelipe por ter escolhido o décimo oitavo andar. Ela sentou-se a cama sentindo mal estar, e coçou os olhos sem saber como havia parado em sua cama com sua camiseta enorme de basquete. Mal se passaram dois minutos para que seu nariz em um ato costumeiro retornasse a sangrar, ela correu para o banheiro com receio de sujar os lençóis e como passava muito tempo ali Phelipe de boa intenção já até havia lhe comprado algodões. Ela enfiou-os no nariz e olhou-se no espelho, sua faça completamente destruída, pálida como leite, uma moça franzina refletia ao espelho, os cabelos desgrenhados, os algodões enfiados ao nariz, ela se sentia mal só em olhar-se ao espelho. Suspirou, e escovou os dentes, algo que Phelipe também comprara para ela de boa intenção, logo após escovar os dentes suspirou e caminhou até a sala.
- PHELIPE –gritou não o vendo
- NA COZINHA –respondeu também em um grito, ela pegou seu celular encima do sofá sentindo sua cabeça latejar intensamente, e se direcionou até a cozinha, onde Phelipe fungava o armário a procura de seu cereal, já que também não fazia muito tempo que havia acordado.
- Bom dia –Ela puxou uma cadeira a mesa sentando-se.
- Hum... –Ele resmungou, fazendo-a notar que seu tom era o típico de quem estava de mal humor, no entanto ela dera de ombros e forçou a vista percebendo que havia recebido uma mensagem de Candy.


“SOS: PHELIPE QUER TE MATAR, NÃO O IRRITE OU VOCÊ ALEM DE PERDER O ÚNICO GATO QUE SE IMPORTA COM VOCÊ VAI FICAR SOZINHA PRA SEMPRE”.

 Faith juntou as sombra celhas sem entender, no entanto após alguns minutos calada a tentar lembrar-se da noite passada, imagens lhe vieram a mente, “JUSTIN, JUSTIN, JUSTIN”. Era isso, tudo que ela conseguia ver era Justin, e obviamente ela havia confundido Phelipe com, Justin. Ela pois as mãos no rosto suspirando, e ele que já enchia sua tigela de leite e cereal sentado a sua frente continuou calado.

E aí? Continua? Com seis comentários eu posto o próximo, ha-ha, oque será que o Justin vai fazer? Ou se ela vai responder quem sabe? Bom, e o Phelipe? Hahaha oque será que ele vai fazer? Bom, comentem, interajam, deem a opinião de vocês, poxa gente não sumam assim. Em fim, só continuo com os comentários que pedi.

Um comentário: