- Oque?
- Não vamos nos ver mais, então eu queria ter algo pra lembrar de você
- Não fique fazendo ironias, Bieber.
- Que se dane –Ele agarrou-a pela cintura fazendo-a deixar a mala cair ao chão, seus olhos fitavam-a intensamente quando ele com a mão livre puxou-a pela nuca beijado-a intensamente. Ela não conseguira segurar as lagrimas, e o mesmo pode sentir as lagrimas dela molharem o beijo o deixando também entristecido. Ela empurrou-o levemente saindo de seus braços, secou as lagrimas e apertou mais os algodões no nariz.
- Que se dane –Ele agarrou-a pela cintura fazendo-a deixar a mala cair ao chão, seus olhos fitavam-a intensamente quando ele com a mão livre puxou-a pela nuca beijado-a intensamente. Ela não conseguira segurar as lagrimas, e o mesmo pode sentir as lagrimas dela molharem o beijo o deixando também entristecido. Ela empurrou-o levemente saindo de seus braços, secou as lagrimas e apertou mais os algodões no nariz.
- Não havia momento mais constrangedor pra você me beijar.
- Esses algodões te deixaram desejável –Ele riu cansado.
- Sabe, teve lá seu lado bom as vezes. –Ela soluçou em um meio sorriso- Eu nunca odiei e gostei de estar com alguém como aconteceu comigo esse mês
- Para de chorar, é um saco te ver chorar. –Ele resmungou.
- Tchau –Ela engoliu o choro
- Se cuida, e não da bola pra aquele merda do Phelipe.
- Se cuida também –Ela murmurou pegando sua mala novamente e dessa vez ele deixou que ela fosse.
* * *
- Oque é isso no seu nariz? –Perguntara Candy após um longo abraço amoroso, ela havia retirado o outro, porem no avião novamente havia voltado a sangrar. Raramente sangrava, porem desde o dia anterior sempre voltava a sangrar em vagos períodos de tempo.
- Esta sangrando desde ontem, então eu tenho que andar com isso –Ela riu.
- Você precisa me contar tudo, tipo tudo mesmo. Como foi se despedir do Justin?
- Em casa eu te conto tudo e .... –A voz de Faith sumiu ao ver Phelipe a sua frente com as mãos no bolso da bermuda, e a fita-la com um meio sorriso. Era a primeira vez que o via desde que sua vida tornou-se de ponta a cabeça, de suas pequenas declarações por telefone mesmo sem intenção, e agora nada parecia fazer sentido.
- Oi –Ele murmurou
- O-o-oque esta fazendo aqui?
- Vi na internet que você tinha pegado o avião ontem.
- Há –Ela abriu a boca balançando a cabeça
- Quer ajuda com as malas?
- Eu agradeceria –Ela sorriu, ele pegou as malas de sua mão. Candy cotentava a excitação, aquilo era incrível para ambas, elas não eram nem um pouco atrativas para os garotos da cidade.
- E então? Oque rolou com teu nariz?
- Levei um soco de uma mulher hoje cedo –Ela ironizou em um meio sorriso, enquanto caminhavam para fora do aeroporto.
- Ta brincando? –Ele gargalhou
- Não, estou falando sério... Ela me acertou em cheio. Nem me deu tempo de pensar e ela já estava dando-me um murro daqueles de cinema.
- E oque você fez?
- Eu to brincando –Ela riu junto a Candy, percebendo um ou dois paparazzis a tirar fotos da mesma. De qualquer forma, as pessoas queriam saber sobre a namorado do Justin Bieber.- Meu nariz tem sangrado desde ontem
- Deve ser de tanto ficar inalando essas fumaças tóxicas –Resmungou Candy.
- Talvez seja. –Ela murmurou
* * *
- Então você ainda esta namorando? –Phelipe perguntara sem jeito assim que Candy entrou com as malas.
- Nunca estive namorando.
- Mas você e o Justin... Her.. –Ele coçou a garganta fazendo-a sentir as bochechas quentes, era a primeira vez que eles conversavam daquela forma frente a frente. E não podia ser mais constrangedor
- Foi.. foi coisa que você sabe, nem uma fã resistiria ao seu ídolo, e também foi algo muito complicado.
- Não posso dizer que te entendo, porque eu realmente não entendo.
- É difícil de explicar oque aconteceu.
- Bem, ele é o cara dos seus sonhos, e eu sei la, eu sou só seu colega de trabalho. Desculpe ter te cobrado tanto
- Ele não é o cara dos meus sonhos –Ela suspirou
- Oque?
- Ele é um cara comum, com defeitos, bastantes defeitos, com falhas, com toda essa coisa de homem sabe? E o conhecendo eu pude perceber que ele podia ser tudo, menos o cara dos meus sonhos.
- E seu romance com ele foi marketing? Pra iludir as fãs e pra que elas pudessem pensar que poderia acontecer o mesmo com elas? –Ele ergueu uma sombra-celha para ela, que comprimiu os lábios sentindo vontade de coçar seu nariz.
- Não teve romance –Ela suspirou- É só o jeito dele, e eu não podia dizer não quando estávamos em frente as câmeras sabe?
- Ok, ok eu não quero mais tocar nesse assunto, acabou e eu espero que o nosso encontro ainda esteja de pé.
- Só me da um tempinho pra eu me organizar de novo?
- Claro.
- Preciso ver se ainda tenho um emprego –Ela riu
- Com certeza tem –Ele inclinou-se dando-lhe um beijo molhado na bochecha acenou forçando um sorriso e virou-se enfiando as mãos no bolso. Ela queria que Justin fosse assim, queria que Justin agisse como Phelipe agia. Ela suspirou por estar pensando daquela forma e caminhou para dentro de casa, passavam das sete oque queria dizer que seu pai já não estava em casa. Ao chegar em seu quarto ela suspirou e se jogou no espaço livre da cama sentindo o cheiro familiar, aquele cheiro de casa, aquele cheiro de lar. Ela tirou os algodõe do nariz pondo-os na mezinha ao lado de sua cama e olhou para Candy que fungava-lhe as malas embasbacada com os vestidos novos.
- São um mais lindo que o outro.
- Fique com todos –Ela murmurou desinteressada- Não quero nada que me lembre dele ou as irmãs Jenners.
- Mas, Faith foram presentes e você não pode se desfazer de presentes assim.
- Posso sim –Ela fechou os olhos.
- Bem, mas mudando de assunto. Como foi a despedida? Ou você nem se despediu daquele idiota?
- Foi desagradável, eu chorei como uma idiota, ele ficou me olhando e acho que nosso ultimo beijo foi mais como um abraço... E eu sei que é idiotice mas acho que eu o amo
- VOCÊ OQUE? –ela arregalou os olhos
- Eu sei, eu sei mas não importa. Tudo que poderia ter acontecido, já aconteceu
- Por que? –Ela perguntou-a pensativa
- Por que oque?
- Por que o ama?
- Parece que em alguns momentos eu o conheci de verdade, sabe, não era lá um príncipe mas o verdadeiro "eu" dele as vezes era gostável, ele conseguia fazer com que eu o odiasse um tempo e o amasse minutos depois, tudo aconteceu tão rápido, e ao mesmo tempo tão vagaroso
- Eu não queria ser você agora –Ela murmurou arrancando um suspiro de Faith.
- Mas ele era meio que obsessivo sabe? Ciumento, possessivo. Foi por isso que ele ficou com a Kendall
- Talvez essa obsessão dele seja um jeito dele demonstrar oque sente.
- Talvez seja só esse sentimento paranoico de posse, no começo ele dizia que eu era propriedade dele mas ele não era meu.
- É, ele é estranho e possessivo.
- Mas fico feliz que isso tenha acabado e minha vida possa voltar a ser como era antes.
- É bom te ter de volta.
- Também acho
- Mas ele tem seu numero, e se ele te ligar?
- Ele não vai ligar.
- E se ele te ligar? –insistiu
- Se ele ligar eu vou atender ué.
- E se ele pedir uma chance.
- Eu vou dizer que eu não quero voltar para o mundo em que ele vive.
- Me explica como você consegue não gostar ser o centro das atenções?
- Por que eu gostaria? Eu não podia fazer nada que já estava nas manchetes da TMZ, as beliebers estavam me odiando, e o meu pai vendo tudo aquilo.
- Mas pelo menos você não é mais invisível.
- Eu gostava de ser invisível, Candy –Ela suspirou
- Me responde uma coisa, por que você nunca respondeu twitt de ninguém? Nem os das pessoas da nossa cidade? –Ela riu voltando a bisbilhotar a mala de Faith.
- Porque ou as pessoas estavam me bajulando ou as pessoas estavam me xingado, porque eu os responderia?
3 meses depois
Faith recostou-se na parede ao lado da sala de Phelipe e soltou a fumaça de seu cigarro enquanto o esperava, havia saído no final de sua ultima aula na faculdade e resolveu procura-lo. Eles não tinham nada, nada que pudesse ser mais do que encontros e saídas com amigos, tornaram-se mais amigos do que namorados, não porque Phelipe havia desistido, mas sim porque ela de alguma forma esperava que Bieber aparecesse em sua porta com aquele olhar paquerador e intimidador que ela lembrava-se todas as noites antes de dormir. Pendeu o cigarro nos lábios tragando a fumaça, e pode ouvir o o falatório indicando que a aula de Phelipe havia terminado. Ela regressou a tornar-se apagada, as pessoas até tentavam se aproximar mas ela recusava qualquer aproximação das pessoas, ela só precisava de Candy, só precisava estar com Candy. Pois ela esteve ali mesmo quando as pessoas a ignoravam, ela sempre esteve ali.
- Você esta doente ? –Ele a olhou quando saía da sala, ela soltou a fina fumaça de seu marlboro vermelho. Havia emagrecido sem motivo algum, sua palidez era visível. Porem ela recusava-se a ir ao médico, pois talvez fosse só por que ela não estavas a sair de casa e comia moderadamente.
- Você me perguntou isso ontem a noite.
- Você não me respondeu –Ele disse enfiando as mãos no bolso do casaco.
- Não estou doente.
- Seu nariz voltou a sangrar de novo?
- Essa merda nunca para. Parece um chafariz – Ela zombou de si mesma.
- Sei la, acho que tu precisas de um medico.
- Bobagem.
- Matou aula?
- Minha cabeça estava explodindo e não consegui ficar pra ouvir mais falatório – Ela murmurou
- Se você não for ao médico eu vou te levar a força.
- Como descobriu que eu curto sadismo –Ela sussurrou risonha, ele a olhou acompanhando na risadinha
- É sério, Faith. Você não pega sol a quanto tempo? Um ano?
- Sei la, esquece isso, deve ser falta de sexo. –Ela tragou seu cigarro concertando a alça da bolsa no ombro
- Sua abstinência é muito estranha, você sangra, emagrece, fica pálida. Você esta na abstinência ou virou uma espécie estranha de vampira?
- Exagerado –Ela revirou os olhos saindo do campus
- Não vai esperar a Candy?
- Não, ela vai pra casa dos avós dela esse fim de semana.
- Preciso da sua ajuda –Ele murmurou despertando o interesse dela, que por conta do sol pois um óculos escuros ao sentir a vista arder.
- Pra?
- Preciso terminar de arrumar meu apartamento lá na cidade, e quem melhor que uma mulher para ajudar na decoração?
- Sinto que esse convite veio recheado de segundas intenções –Ela contentou uma tosse
- Só te convidei pra ajudar na mudança –Ele sorriu para ela.
- E depois? Vai por uma música de The Strokes, pra deixar de fundo? Enquanto nos lambuzamos na cozinha improvisando algo pra comer? Já posso imaginar você sujando meu rosto, e depois me abraçando e fazendo com que eu me renda ao seu charme, e depois o típico sexo no chão ou em meio as coisas, ou se eu estiver com preguiça de ir pra sala, encima da mesa serve. –Ela disse sem rodeios, realmente aquele mês tirou toda ingenuidade e doçura de Faith, ela conheceu o mundo, descobriu coisas, e com aquilo nada era mais oque parecia ser.
- Bem eu estava pensando em montar minha cama primeiro, é mais confortável e pedir uma pizza mas você me deu uma grande ideia –Ele rira junto a ela, uma risada suave e quase semelhante a de Bieber quando ele era irônico.
- É uma ótima ideia, mas eu não irei te ajudar a montar cama, faça isso antes. Me cansa só em pensar
- Então você esta aceitando sair comigo?
- Estou –Ela disse avistando seu carro na vaga de deficiente a alguns metros, onde tinha um adesivo com uma cadeira de rodas para conseguir vaga. –
- Não quer aceitar namorar comigo primeiro?
- Por que você acha que pra transar precisa de uma plaquinha de namorados? E também já conversamos sobre isso, Phelipe.
- Eu sei desculpe, mas é que as garotas gostam disso –Ele murmurou confuso, ele parecia ter roubado a doçura dela quando ela entrou no avião-
- Se fossemos namorados você não seria tão legal, e existiria regras, e cá entre nós, pra que isso?
- Seremos amigos com benefícios então? –Ele sorriu quando ela destravou o carro abrindo a porta do mesmo-
- Não exatamente, mas chega lá.
- Ta legal.
- Se contar pra alguém eu te mato. –Ela estreitou os olhos entrando no carro, ele riu dando a volta no mesmo e sentando no banco do passageiro.




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